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Vasco G

O que fazer com um problema como a Lotus

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Falamos muito sobre as marcas europeias que lutam para sobreviver, dado o clima económico difícil, mas nenhuma delas teve um ano tão mau como a Lotus. A empresa simplesmente implodiu este ano.

Tudo começou no início do ano com os rumores, que eventualmente acabaram por se confirmar que a empresa-mãe Protonseria privatizada. Na primavera, a Lotus não tinha mais a segurança de ser propriedade do governo que basicamente lhe permitia fazer o que queria. O novo proprietário, a DRB-HICOM, olhou para os registos e demitiu o CEO Dany Bahar devido a práticas de negócios obscuros ou porque simplesmente não gostava dele.

Agora sob o controlo total da DRB-HICOM, a Lotus cancelou os planos de introduzir quatro novos modelos nos próximos anos e reduziu-a a apenas um - o novo Esprit, e mesmo este não parece estar 100% seguro. A empresa vendeu até setembro deste ano 818 carros.

Mesmo o sucesso da Lotus no automobilismo só chegou este ano, quando alugou o seu nome a terceiros. Os seus motores para a Fórmula Indy eram tão pouco competitivos que o Campeonato ameaçou não deixar os carros competirem na Indy 500, devido a razões de segurança, e que a empresa deixaria de fornecer motores para a competição no próximo ano.

A equipa de Fórmula 1 Lotus obteve bons resultados esta temporada e Kimi Raikkonen está em terceiro lugar na classificação de pilotos, mas a equipa é na realidade propriedade e gerida pela Genii Capital. A Lotus é apenas patrocinadora do nome da equipa.

As coisas são semelhantes nas corridas de protótipos onde a Lotus é o patrocinador do nome da equipa alemã Kodewa na classe LMP2.

Então o que pode ser feito para salvar a empresa?

Georg Kacher da revista Automobile pensa que a Lotus deve fundir-se com a Aston Martin para criar uma empresa que produz simultaneamente carros desportivos relativamente baratos e carros GTs caros. Além disso, a ideia não violaria o plano da DRB-HICOM de manter a Lotus no Reino Unido. No entanto, como uma das poucas marcas de luxo independente ainda existentes, a Aston Martin pode não ter o capital para cumprir esta tarefa.

No entanto, há uma outra empresa britânica que está a crescer rapidamente, que também poderia comprar a Lotus, se o preço for o correto - a Caterham. Pensem comigo por um momento, eu sei que a Caterham existe basicamente porque comprou os direitos do Lotus Seven em 1973. No entanto, a empresa tem vindo a crescer rapidamente e recentemente começou a trabalhar em estreita colaboração com a Renault no próximo Alpine.

O CEO da Caterham Tony Fernandes parece estar com vontade de gastar dinheiro se o investimento parecer vantajoso e o nome Lotus tem certamente mais reconhecimento do que o da Caterham. Se a Lotus está em tão maus lençóis, como parece, Fernandes poderia comprá-la e fundir a empresa com a Caterham. Recebe um nome com maior reconhecimento para vender carros desportivos e a Caterham fica com os chassis da Lotus e anos de experiência em engenharia.

A Lotus salvou-se de morte quase certa no passado, mas esta pode ser a última gota. O que achas que vai acontecer à Lotus dentro de um ano?

Fonte: Automobile

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