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Depois da Insolvência da Audilar, Express Electronics, foi a vez da Amazonite e Niwite

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Estima-se que este ano, perto de 45% dos consumidores, comprem pelo menos uma vez online, ou seja estamos a falar de cerca de metade dos compradores em Portugal, que podem correr o risco de pagarem por algo que nunca chegará a casa.

Este é talvez o maior receio na hora de clicar no botão "comprar", a possibilidade de não ser entregue a encomenda, ora por a loja online/página realmente ser uma fraude, e neste caso uma queixa na polícia, partilha no Portal da Queixa e redes sociais, serão certamente a única forma de minimizar a continuidade do esquema, ora por a empresa existir, mas entretanto entrar em insolvência.

Neste último caso, a solução é bastante mais complicada, pois a empresa está no mercado, identificada, contudo por motivos de má gestão financeira, entra em dificuldades e como consequência pede a insolvência. As entidades policiais e autoridades de inspeção, nada podem valer, pois não estaremos perante um caso de burla, mas sim perante um processo judicial, o que leva aos consumidores lesados, a necessidade de recorrerem à justiça para serem ressarcidos do seu prejuízo.

 

Os casos de insolvência de lojas online que deixaram os clientes sem o dinheiro

Desde que está online, que o Portal da Queixa tem vindo a presenciar inúmeros caso de lojas online que fecham e deixam os seus clientes sem as mercadorias e sem o dinheiro. O processo começa na sua grande maioria, com um período de muitas vendas, devido ao preço abaixo do mercado, em que a loja passa a ser referenciada como a mais barata, pelas plataformas de comparadores de preços.

A partir deste ponto, chegam as reclamações relativas aos atrasos de encomendas e a dificuldade em lidar com um elevado número de encomendas, começa a ser o maior entrave para uma boa gestão. As entregas por completar, os reembolsos para processar, as dívidas aos fornecedores e alguma inexperiência no mercado, ditam o início do fim e a empresa começa a dar sinais que não irá conseguir cumprir com o expectável. É nesta fase que pesquisar antes de comprar, constituí a melhor arma para os consumidores, pois irá evitar muitos transtornos, possibilitando que o utilizador opte por outra loja, mesmo com um preço superior.

O primeiro grande caso de insolvência a deixar dezenas de clientes sem as encomendas, remonta a 2013 com a empresa Digilow. Já há época, o Portal da Queixa serviu como o canal de alerta para que outros consumidores evitassem a compra nesta loja, que já acumulava mais de uma centena de reclamações. O caso foi notícia em alguns órgãos de comunicação social (ASAE investiga possível burla em site de comércio online) e resultou num processo de insolvência no tribunal a 27 de fevereiro de 2014. A maioria dos consumidores deram as suas compras como perda e nunca voltaram a ser reembolsados.

Em 2016 foi a vez da Infigueira House, detida pela empresa Programa Rígido Unipessoal Lda, que também deu entrada do pedido de insolvência no tribunal da comarca de Coimbra, após receber mais de 160 reclamações, onde saltam à vista os motivos de encomendas pagas e não entregues. A loja online que referiu ter a sua atividade comercial assente nas visitas online, sendo que quando foi eliminada das plataformas comparadoras de preços, deixou de ter capacidade de continuar no mercado.

Já em 2017, foram muitas as lojas online que se viram a par com as reclamações dos seus clientes, alegando que as encomendas eram pagas e nunca chegavam. Após o pedido de reembolso, apenas recebiam promessas que nunca eram cumpridas. Este foi o caso da Audilar, que além da loja online, possuía 4 lojas físicas em Lisboa e Porto, contudo uma vez mais após ter muito sucesso junto das plataformas de comparadores de preços, viu-se incapaz de gerir os milhares de encomendas que lhes foram pagas. A marca Audilar ainda chegou a ser adquirida pela empresa Karim Sacoor, Lda, em março deste ano, contudo a dívida acumulada era enorme que impossibilitou a revitalização da mesma. Surge entretanto a tentativa de direcionar o negócio para a marca Express Electronics, mas mais uma vez as centenas de reclamações foram o mote para a insolvência que ocorreu a setembro deste ano, deixando mais de 500 consumidores lesados que entretanto juntaram-se em processo judiciais conjuntos. A ler no grupo de facebook Audilar - Grupo de Burlados

Mais recentemente, viemos a assistir ao caso da loja online Amazonite, que já estava no mercado desde 2013 pela mão da empresa Amazonite - Comércio de Produtos Químicos, Lda, contudo as mais de 170 reclamações recebidas e mais uma vez a sua retirada das plataformas de comparadores de preços, foram o indicador que algo estava a correr mal. Já em outubro, os gestores da empresa tentam uma segunda oportunidade com nova empresa (Scorpionstatus Ecommerce Lda) e nova marca, agora chamada Niwite, no entanto mantiveram a ligação à Amazonite que já reunia centenas de clientes lesados e não conseguiu durar mais do que 1 mês online. Neste momento, mais de uma centena de consumidores lesados, reúnem-se através do facebook no grupo Niwite - Fui Burlado na tentativa de solucionarem o problema em comum.

Devido a casos frequentes como estes, o Portal da Queixa alerta sempre para que o consumidor pesquise antes de comprar, por forma a minimizar o risco de um dia vir a ser um lesado das lojas online.

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A amazonite era de rir. Os preços que praticavam chocavam por ser tão bons. Havia coisas onde nem os grandes sites internacionais conseguiam aqueles valores. 

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A minha LG veio da Audilar, mas foi vendida através de outra... não me recordo qual. 

Verdade seja dita, recebi a TV em menos de 24h e o preço que paguei era inferior em mais de 300 euros a qq outra grande loja. 

 

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Um colega meu de trabalho ficou a arder sem 400€ que deu por um frigorífico que nunca recebeu da Audilar.

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A audilar e a infigueira house estavam sempre no topo do preço mais barato no kuantokusta, no entanto sempre preferi pagar uns euros a mais e comprar em lojas mais conhecidas.

Já vi que fiz bem. 

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12 hours ago, GODfromage said:

A amazonite era de rir. Os preços que praticavam chocavam por ser tão bons. Havia coisas onde nem os grandes sites internacionais conseguiam aqueles valores. 

Como é que eles conseguiam aqueles preços? Era material gamado ou quê?

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Uma altura numa questão desse tipo sobre as cápsulas da dolce gusto eles diziam ser produtos originais e de confiança, só que optavam por vender abaixo do preço da concorrência. 

Como não acredito em bons Samaritanos, nunca arrisquei. 

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Da Amazonite ainda conheço quem tenha comprado algumas cenas, sempre sem stress. Mas depois houve ali uma altura em que anunciaram que tinham sido hackados e depois mudaram de nome e entretanto os preços baixaram ainda mais... muito suspeito.

Edited by Mini0n

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