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O Deutsche Bank vai cair?


Vasco G
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Deutsche Bank: É da Alemanha que vem o perigo?

ECONOMIA

05.10.2016 às 8h59

© Kai Pfaffenbach / Reuters

A VISÃO desta semana faz uma vasta análise de como o poderoso banco alemão passou de emblemático a problemático para todos nós. Aqui deixamos Perguntas e Respostas sobre os efeitos desta crise em Portugal

CLARA TEIXEIRA

Jornalista

Multas, prejuízos, práticas fraudulentas de gestão – tudo isto contribuiu para afundar em bolsa um dos mais antigos bancos da Europa. As ondas de choque em Portugal ainda são ténues, mas claro que tudo se complica se o Deutsche Bank implodir. Aqui ficam três das várias perguntas que analisamos nesta edição da revista, esta semana nas bancas.

AS DIFICULDADES DO BANCO ALEMÃO PODEM CAUSAR ONDAS DE CHOQUE EM PORTUGAL?

Podem, mas não se esperam grandes dramas. É verdade que a banca nacional continua numa situação problemática, com escassez de capital e muito exposta ao crédito malparado, mas os dossiês mais complexos, como o da recapitalização da CGD, estão em vias de ser resolvidos. Falta ainda vender o Novo Banco, e é aqui que as ondas de choque podem fazer-se sentir. O Banco de Portugal gostaria de concluir a venda até final do ano, mas o mínimo sinal de turbulência na banca europeia pode afastar os potenciais compradores. Por outro lado, alguns bancos portugueses são contraparte em várias operações de derivados e, por isso, podem começar a pedir um reforço de garantias ao banco alemão. Claro que tudo isto se complica, e muito, se o Deutsche Bank entrar em colapso. Nesse caso, a solução que o governo alemão adotar será um teste às novas regras europeias de resolução bancária, que vedam aos contribuintes a hipótese de salvarem os bancos. Serão iguais para todos?

O DEUTSCHE BANK VAI MESMO ENCERRAR BALCÕES E DESPEDIR PESSOAS EM PORTUGAL?

O plano de reestruturação da filial portuguesa do Deutsche Bank já estava em marcha antes da desvalorização bolsista do último mês e passa pelo encerramento de 15 dos mais de 50 balcões existentes no nosso país. Seis deles vão reabrir como centros de investimento, com novos produtos para o segmento dos clientes particulares e das empresas, como explicou à VISÃO o presidente Bernardo Meyrelles. Os cortes no pessoal “não deverão chegar a 10%” do total de 400 funcionários que o banco emprega em Portugal, disse ainda o gestor. Em 2015, a filial portuguesa registou 15 milhões de euros de lucros.

DE QUE SE QUEIXAM OS LESADOS DO BANCO EM PORTUGAL?

A sucursal portuguesa do banco é um dos principais colocadores de produtos financeiros complexos junto de clientes nacionais, como se viu pelo volume de perdas dos investidores em produtos estruturados indexados às obrigações da PT International Finance. Segundo o Observador, terão atingido 82 milhões de euros. Alguns clientes lesados afirmam que esses produtos lhes foram vendidos como soluções de capital garantido e mostram vontade de avançar para tribunal contra o banco alemão.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA VISÃO DESTA SEMANA, JÁ QUARTA-FEIRA NAS BANCAS

http://visao.sapo.pt/actualidade/economia/2016-10-05-Deutsche-Bank-E-da-Alemanha-que-vem-o-perigo-?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2016-10-05

Isto aliado ao Brexit tem tudo para resultar numa coisa jeitosa <_<

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O presidente do banco central alemão fez uma declaração sobre o banco ser demasiado grande para falir, onde disse algo como "os dinossauros também eram enormes e não foi isso que os afastou da extinção."

Veremos até que ponto têm coragem para manter estas palavras.

Outra nova "cómica", no Governo Sombra o RAP fez um desabafo. Adivinhem onde ele foi depositar o dinheiro que conseguiu salvar da crise com o BES?

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Lesados do Deutsche Bank querem chegar a acordo

ECONOMIA

06.10.2016 às 18h12

Evitar a via sacra dos tribunais é agora o objetivo. Negociar a diminuição da perda é o caminho. Mas é também tempo de perguntar se ninguém aprendeu nada com os casos do BPN, do BPP e dos BES. Que tal pensar duas vezes antes de assinar?

Os autodenominados lesados do Deutsche Bank (DB) preparam-se para iniciar um processo negocial com a filial portuguesa do banco alemão. A estratégia é tentar reaver o máximo possível dos valores perdidos no investimento feito em produtos derivados financeiros assentes nas obrigações da PT e, só em último caso, avançar para os tribunais, como anteriormente chegaram a anunciar.

A ideia é contornar a morosidade dos tribunais, que raramente é célere a tratar de questões que têm por base produtos financeiros altamente complexos, e cuja responsabilidade legal é difícil de apurar. Sobretudo quando os clientes lesados assinaram papéis que enfraquecem a sua posição perante o poder judicial e o produto vendido a pequenos aforradores teve a devida aprovação formal da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A informação foi avançada à VISÃO por Paulo Gomes, engenheiro civil, que avançou com a constituição da Associação de Lesados do DB, que reúne mais de cem pequenos aforradores. O processo negocial está agora a ser estudado pelo escritório de advogados Macedo Vitorino & Associados, que irá muito brevemente pedir uma reunião com os responsáveis da filial portuguesa, mas que não quis, por enquanto, comentar o assunto.

PENSE DUAS VEZES ANTES DE ASSINAR

A questão é sempre a mesma e já se passou com o BPN, BPP e BES. Mas, a avaliar pelo que se está a passar novamente com os clientes do Deutsche Bank, nem as instituições financeiras desistem de vender nos seus balcões produtos derivados altamente complexos, prometendo um retorno de capital garantido sem explicar devidamente o grau de risco, nem os pequenos aforradores estão ainda suficientemente alertados para pensar duas vezes, e ler muitas mais, antes de assinar os contratos. No final, se a coisa corre mal, sentem-se enganados, mas a culpa pode ser difícil de apurar.

Neste caso, o Deutsche Bank criou um produto derivado que alegadamente vendeu como sendo de capital garantido, mas não era. E com uma taxa de juro variável, num contexto em que as taxas de juro estão constantemente a descer, sem que sejam compreensíveis os fatores subjacente à formação dessa mesma taxa de juro. Nalguns casos, alegam os queixosos, nem os gestores de conta sabem explicar, de tal forma “a linguagem é incompreensível”.

Por ultimo, o que o Deutsch Bank fez foi criar um produto derivado das obrigações da PT, colocadas em investidores institucionais. Se cada obrigação da PT tinha um valor nominal de €100 mil, o banco alemão fez um desdobramento em pedacinhos de mil euros cada. Com isto, passou a poder colocar dívida da PT junto de pequenos aforradores, que ali aplicaram, por exemplo, 5 e dez mil euros.

“Uns acreditaram porque era o DB e confiavam no seu gestor de conta. Outros, porque era a PT, uma grande empresa”, conta o líder da associação de lesados. Ou seja, apanharam as pequenas poupanças, num público conservador e, nalguns casos, pouco esclarecido. “Há mesmo pessoas que o banco incentivou a fazerem um empréstimo para este investimento, supostamente de capital garantido. No fim, não só perderam o investimento feito, como ficaram com uma dívida ao banco.”

“NÃO HÁ QUEM PONHA UM FIM NISTO?”

O problema é que, mais uma vez, o diabo está nos detalhes. E os pormenores que apontam para um risco estão em letras pequeninas, com linguagens cifradas, que os investidores são levados a assinar como se de uma mera formalidade se tratasse. Neste caso, houve uma fusão da PT com a Ói, e esta passou a substituir aquela. Os institucionais foram avisados e tiveram tempo suficiente para optar pelo resgate. Mas os investidores do produto que tinha como ativo subjacente essas obrigações não foram avisados pelo banco alemão.

E quando a Ói abre falência, o DB liquida toda a operação, desfaz o derivado e os investidores receberam apenas 12% do valor nominal. É neste momento, que os lesados percebem que a Ói tinha substituído a PT. “Foi uma irregularidade grosseira, que levou a perdas superiores a 85%.” É que ninguém se lembrou de avisar que se a empresa falisse, haveria lugar a perdas.

Reduzir esta margem de perda levará, com certeza, a que haja cedências de parte a parte. Mas a via negocial apresenta-se, agora, como prioritária, para escapar à via-sacra que pode ser o caminho judicial.

António Vitorino, o advogado que está a estudar a situação de cada um, não quis ainda abrir o jogo. Mas um artigo que escreveu em Julho denunciava já algumas situações:

“Será que não se aprendeu nada com o caso BES e os casos anteriores que tanto custaram a milhares de investidores incautos? Até quando abusarão certos bancos da sua licença para tomar depósitos e aconselhar os seus clientes a investir?”, questiona, defendendo até que “deveria ser proibida” a venda de instrumentos financeiros complexos a clientes particulares e a pequenas e médias empresas.

Termina, falando especificamente nos investidores das obrigações PT/ÒI e nos derivados dessas obrigações: “espera-os correr o caminho das pedras e lutar pelos seus direitos junto dos reguladores e dos bancos faltosos que responderão: Uops! We did it again. Não há quem ponha um fim nisto?”

http://visao.sapo.pt/actualidade/economia/2016-10-06-Lesados-do-Deutsche-Bank-querem-chegar-a-acordo?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2016-10-08

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  • 2 months later...

Isto da banca...

:dumb:

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If you happen to have a bank account at the German bank Sparkasse Soest, you may be paying for any click you make on the bank's online banking site.
The bank's argument for charging customers per click? Because of background processes that cost money.
Things may get even worse for online customers of the bank, as it plans to increase the cost per click by 100%. This would result in having to pay $0.02 per page opened on the online banking pages of the Sparkasse Soest.

 

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