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Crédito Malparado em Portugal


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Três gráficos que mostram o problema do crédito malparado em Portugal

RUI BARROSO | ruibarroso@negocios.pt | 11 Abril 2016, 18:16

 

O primeiro-ministro defendeu a criação de um “banco mau” que absorvesse os piores activos dos bancos nacionais. Mas qual o real peso do crédito malparado?

O crédito malparado tem batido máximos atrás de máximos e continua a minar o balanço dos bancos portugueses. E apesar de a economia portuguesa ter crescido no ano passado, os números do crédito vencido continuaram a aumentar.
 

António Costa constatou que este é um problema que dificulta o financiamento às empresas. E o primeiro-ministro defendeu este fim-de-semana, numa entrevista á TSF e ao DN, que o País devia "encontrar um veículo de resolução para o crédito malparado, de forma a libertar o sistema financeiro de um ónus que dificulta uma participação mais activa no financiamento às empresas".
 

Mas quais são os números do malparado em Portugal?
 

Malparado duplica desde 2010

 

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Quase 18 mil milhões de euros. É o valor do crédito vencido no balanço dos bancos portugueses, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal, referentes a final de Janeiro. Desde final de 2010, antes da chegada da Troika, o montante total do crédito vencido mais que duplicou, efeitos da crise económica dos últimos anos. Subiu de 8.695 milhões de euros para 17.708 milhões nesse período.
 

E os dados mais recentes continuam a mostrar subidas, se bem que de menor dimensão. O crédito vencido corresponde a 8,84% do crédito total. No final de 2010, esse dado, essencial para perceber a qualidade dos activos, era de 3,40%.
 

Novo Banco, CGD e BCP são os mais afectados

 

 

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Os maiores bancos a operar em Portugal não escaparam às subidas dos rácios de crédito vencido há mais de 90 dias. Mas os números mostram diferenças. O Novo Banco é o mais carregado com malparado, com o rácio de crédito vencido a atingir 14,50% no final de 2015. O número compara com os 1,95% reportados pelo BES em 2010. A CGD e o BCP também têm mais de 7% do total de crédito vencido há mais de 90 dias. No entanto, no caso do banco liderado por Nuno Amado registou-se uma descida ligeira do rácio em 2015.
 

O BPI e o Santander Totta têm rácios de crédito vencido bem mais baixos e registaram uma melhoria desse indicador em 2015.
 

Empresas são as maiores incumpridoras, especialmente as construtoras

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O problema do crédito malparado é bem maior no segmento de empresas do que nos particulares. O total do crédito vencido nas sociedades não-financeiras é de 12.645 milhões de euros, o que corresponde a mais de 70% do crédito nestas condições. O rácio de crédito vencido nas empresas corresponde a 15,5% do total de crédito concedido a esse tipo de entidades. Quase que quadruplicou desde final de 2010.
 

O maior foco de malparado são os sectores de construção e actividades imobiliárias, que têm um rácio de 29,44% de crédito vencido. Aquele tipo de empresas tem mais de sete mil milhões de euros em incumprimento, o que corresponde a mais de metade do crédito vencido de todo o segmento de sociedades não-financeiras.
 

Já o valor de crédito vencido dos particulares é de 5.063 milhões de euros, a que corresponde um rácio de 4,26% do crédito em incumprimento neste segmento. E, contrariamente às empresas, o crédito vencido nos particulares caiu em 2015.

 

In Jornal de Negócios

 

Edited by Kopien
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Criamos um veículo (agora está na moda...) para o malparado !! Yipi Yeiiii problema resolvido! Começamos a dar crédito à maluca às empresas e daqui a 5 anos criamos um novo veículo... :)

Os bancos que resolvam os seus problemas, aliás, só tem problemas quem não sob actuar com rigor. Ou será que deve ser concedido crédito a qualquer pessoa, sem critério e rigor?

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38 minutes ago, Gizbo said:

Criamos um veículo (agora está na moda...) para o malparado !! Yipi Yeiiii problema resolvido! Começamos a dar crédito à maluca às empresas e daqui a 5 anos criamos um novo veículo... :)

Os bancos que resolvam os seus problemas, aliás, só tem problemas quem não sob actuar com rigor. Ou será que deve ser concedido crédito a qualquer pessoa, sem critério e rigor?

Não cuspas para o ar dessa maneira. ;)

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Não se trata de cuspir para o ar, mas se cada vez que a banca faz asneira o estado vier atrás limpar, digamos que se torna um negócio fácil ou não achas?

É claro que a banca é um sector vital para o país, mas que claramente tem que consolidar, se for este caminho (tortuoso é verdade) para obrigar a essa consolidação, então que seja!

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O problema é que está tudo montado à volta e completamente dependente do sector financeiro, este está completamente à vontade para fazer toda a merda que lhe apetecer porque sabe que está sempre salvaguardado.

Deixo aqui um exemplo do que devia ser feito em termos mundiais:

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A prisão onde estão os maus banqueiros islandesesANDRÉ VINAGRE | andrevinagre@negocios.pt | 09 Abril 2016, 16:00

Kvíabryggja é a única prisão do mundo onde os banqueiros responsáveis pela crise de 2008 cumprem pena. Esta antiga fazenda não precisa de muros, arame farpado ou torres de vigia.

Os banqueiros presos na Islândia depois da crise financeira de 2008 foram enviados para a prisão de Kvíabryggja, um local rodeado de gelo, lava, um vulcão adormecido e que tem apenas um caminho de volta à civilização, descreve a Bloomberg.

As medidas de segurança apertadas são desnecessárias nesta prisão. Não há muros, arames farpados ou torres de vigia. Aqui é onde os únicos banqueiros do mundo presos devido à crise financeira de 2008 estão a cumprir as suas penas. A Islândia é o único país a pôr altos cargos da finança atrás das grades devido à crise, diz a Bloomberg, acrescentando que, ainda assim, os islandeses estão preocupados com um possível regresso da crise de há oito anos.

Kvíabryggja é agora a casa de Sigurdur Einarsson, antigo presidente do Kaupthing Bank, e Hreidar Mar Sigurdsson, ex-CEO do mesmo banco. Ambos foram condenados por manipulação do mercado e fraude antes do colapso daquele que era o maior banco islandês.

A Bloomberg conta que os executivos passam os dias a lavar a roupa, a fazer exercício no ginásio das instalações e a navegar na internet. Os 23 reclusos na prisão Kvíabryggja, todos condenados por crimes não violentos, podem até passear fora do estabelecimento prisional.

Apesar de a vida em Kvíabryggja não ser totalmente má, tendo em conta que é uma prisão, é bem diferente da que os altos cargos do Kaupthing estavam habituados. A Bloomberg refere que estes banqueiros iam regularmente a festas em iates em Monte Carlo ou a galas em Londres com a presença de conhecidos músicos como Tom Jones.

Ao sentenciar estes executivos, os tribunais da Islândia fizeram algo que nenhum outro país fez: responsabilizar os banqueiros individualmente pela crise, em vez de culpar as instituições bancárias. E a principal figura desta investigação é Olafur Hauksson, um antigo chefe de polícia que em 2009 foi nomeado procurador especial para investigar os casos relacionados com a banca islandesa. "Basicamente, eles estavam falidos", diz o procurador que continua a trabalhar nestes casos. No mês passado outros cinco suspeitos foram acusados de manipulação e fraude, incluindo Larus Welding, antigo CEO do Glitnir Bank.

Poucos esperavam que Olafur Hauksson tivesse êxito nas investigações. "Ele estava habituado a passar multas de estacionamento e a separar brigas entre bêbedos", disse Sigrun Davidsdottir, jornalista local especializado em assuntos sobre a banca islandesa. "O que ele conseguiu foi arrasador", acrescentou. No total, houve 26 condenações a banqueiros e altos cargos da finança islandesa desde 2010.

"Era importante para o país que se olhasse cuidadosamente para o que aconteceu nos meses anteriores ao colapso dos bancos", referiu o procurador.

Trabalhando com a autoridade de supervisão financeira, o procurador descobriu que os três maiores bancos do país faziam grandes empréstimos aos seus maiores accionistas e usavam as acções dos próprios bancos para garantir a dívida destes empréstimos.

Em Setembro de 2008, o controlo dos bancos Landsbanki, Glitnir e Kaupthing foi cedido à autoridade de supervisão financeira da Islândia. Como resultado da crise, o PIB do país caiu 10% entre o terceiro trimestre de 2007 e o terceiro trimestre de 2010.

A recuperação foi rápida. "O sector financeiro está de novo nos eixos", afirmava o FMI no ano passado. De acordo com as previsões da Bloomberg, o PIB deverá aumentar 4% este ano e a taxa de desemprego actual de 2,8% é um terço da média europeia.

Apesar da recuperação, os 330 mil islandeses continuam desconfiados. Um negócio do Landsbankinn (sucessor do Landsbanki) em Novembro de 2014, em que o banco estatal vendeu 31,2% da participação por 18 milhões de dólares (15,7 milhões de euros) a uma empresa controlada por Einar Sveinsson, primo de um ministro islandês, fez com que a população suspeitasse do negócio. Embora esta venda privada de acções seja legal, os islandeses não gostaram que o negócio tivesse sido feito à porta fechada, diz a Bloomberg.

Stefan Olufsson, professor de sociologia na Universidade da Islândia, diz que "há uma quebra da confiança na política, nas instituições e nos partidos. Pode-se acusar o país de ser ingrato, porque os políticos fizeram coisas boas depois da crise. Há essa contradição". E ainda não tinha havido o escândalo do Panama  Papers, que "apanhou" o agora ex-primeiro-ministro islandês. 

Responsabilizados os banqueiros, os líderes islandeses têm de trabalhar agora para reparar todos os estragos que a crise provocou. "Os políticos falharam", referiu Stefan Olafsson. "Eles permitiram que isto acontecesse, que todos os excessos, a ganância e as dívidas se acumulassem", acrescentou.

De volta à prisão de Kvíabryggja, onde esta apreensão não chega, os banqueiros passam o tempo de várias formas. A Bloomberg conta que, além da internet, dos livros e dos passeios, alguns dão aulas de matemática e economia a outros reclusos.
 

E jamais em alguma situaçaõ fazer isto:

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CEO do Goldman Sachs pode receber quase 30 milhões de dólares pelo desempenho de 2015DAVID SANTIAGO | dsantiago@negocios.pt | 08 Abril 2016, 22:54

Blankfein recebeu 22,6 milhões de dólares no ano passado, montante que representa a sua primeira quebra remuneratória em quatro anos. Mas poderá receber mais 7 milhões de dólares de bónus e ser o CEO mais bem pago nos Estados Unidos.

O presidente executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, auferiu 22,6 milhões de dólares (19,9 milhões de euros) em 2015, valor que consubstancia a primeira redução remuneratória deste CEO nos últimos quatro anos, avançou esta sexta-feira, 8 de Abril, a agência Reuters. Contudo, Blankfein poderá ter direito a um bónus salarial de 7 milhões de dólares (6,1 milhões de euros) mediante o cumprimento de determinados objectivos, valor a ser pago ao longo de oito anos.

Assim, depois de ter recebido 24 milhões de dólares em 2014, se Lloyd Blankfein cumprir os objectivos determinados poderá receber um total de 29,6 milhões de dólares (quase 26 milhões de euros) relativos ao ano de 2015, o que, a acontecer, fará do CEO do Goldman Sachs o banqueiro mais bem pago no ano passado nos Estados Unidos. E fazendo de Blankfein o CEO de entre os maiores bancos dos Estados Unidos mais bem pago pelo quarto ano consecutivo.

Neste pacote incluem-se 14,7 milhões de dólares em acções restritas, 6,3 milhões de dólares de bónus em dinheiro e o salário de 2 milhões de dólares. Ainda assim, o rendimento líquido do CEO do Goldman Sachs caiu, em 2015, 28% face ao ano anterior, refere a agência Bloomberg. Isto depois de o banqueiro ter recebido um total de 31 milhões de dólares em 2014.

Apesar do aumento salarial de 35% de que beneficiou o CEO do JP Morgan (o maior banco dos Estados Unidos em termos de activos), Jamie Dimon, este banqueiro recebeu um total de 27 milhões de dólares no ano transacto. Já o Wells Fargo & Co pagou 19,3 milhões de dólares ao seu CEO, John Stumpf, pelo quarto ano seguido.

E o Citigroup reduziu a compensação financeira ao seu líder executivo em 27% para 16,5 milhões de dólares, enquanto o CEO do Bank of America, Brian Moynihan, recebeu 16 milhões de dólares em 2015.

Lloyd Blankfein está à frente do Goldman Sachs desde 2006, ainda antes de rebentar a bolha imobiliária que depois da falência do Lehman Brothers desencadeou a crise financeira internacional de 2008.

 

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1 hour ago, camurso_ said:

Esta merda é inacreditável, se eu fizer negócios maus f0d0-me à grande.

Se for o banco, toca todos a pagar, coitadinhos...

Cambada de gente... <_<

Óbvio. Tu fazes parte do Povo, logo és culpado. Paga e não bufa.

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