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ruit

Greve dos Professores

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Era tempo de aparecer aqui este tópico, depois do muito que se tem dito nas TVs...

Hoje fiz greve e vou explicar porquê.

!º - 40 horas de serviço - Não são as 40 horas de serviço que me assustam, porque embora algumas semanas trabalhe menos que isso, outras trabalho muito mais, ocupando até os fins de semana a ver testes, ou a fazer exames, ou a fazer relatórios para tudo e mais alguma coisa. O que me assusta é a pouco e pouco reduzirem as horas dos professores que são necessárias. Como DT tinha uma hora com os alunos onde tratava com eles (a sua presença era obrigatória se convocados) problemas da turma, verificava as justificações de faltas e as comunicações ao Enc. de Educação, dava indicações de estudo nas diversas disciplinas e tivemos algumas sessões de saúde escolar. A outra hora era para serviço burocrático e receber Encarregados de Educação. - Essas horas desapareceram da componente letiva passando à não letiva (deixando pois de figurar no horário dos alunos). - É fácil fazer as contas aproximadas - 2h x 15000 = 30000 o que dará menos 1350 horários.

2º - Nº de alunos por turma - até ao ano anterior o número estabelecido era de 25 alunos embora fosse ultrapassado muitas vezes por falta de lugares na rede escolar. No ano passado passou a 28 alunos por turma e este ano o relatório do FMI indicou à Troika que era necessário o aumento (para 30). Eu na minha disciplina tenho 5 u 6 horas com os alunos e por isso tenho poucas turmas, mas muitas disciplinas têm 2 ou 3 horas semanais implicando que o professor com as 22 h letivas terá 7 a 11 turmas ou seja segundo os valores actuais entre 200 e 300 alunos. Estes professores, durante a maior parte do ano, não conhecem os alunos, a avaliação é feita mecânicamente com base em números. Isto não é ensino, é debitar matéria. Para isso ligamos uma televisão e pronto.

3º - Mobilidade especial - Tenho 36 anos de serviço, sempre houve concursos de professores, até aos últimos anos em que não abriram e se passou a contratar quem faltava. O concurso de professores era uma forma de nos aproximarmos da residência ou de escolhermos a escola com o ambiente, protejo escolar com o qual mais nos identificávamos, foi assim durante dezenas de anos. Depois, não faço ideia porque carga de água deixaram de abrir as vagas dos professores que saiam (não é por dinheiro, porque iriam contratar um professor para aquele lugar por isso não fazia nenhuma diferença deixar vir um do quadro de outra escola e contratar para essa escola). Depois vieram os MegaAgrupamentos e a mobilidade de professores entre grupos que resolveu o problema dos horários zero (professores do quadro aos quais já não havia turmas para atribuir), parecia que as coisas estavam a melhorar, mas a reforma curricular criou novos problemas com a extinção do estudo acompanhado e da área de projecto a redução da evt e agora dt, o numero de professores com horário zero aumentou e vai aumentar ainda mais. O que vai acontecer a um professor com 36 anos de serviço de EVT que esta na mesma escola à 30 anosm, professor excelente, otimo diretor de turma que conhece familias e familias de alunos e que rapidamente resolve problemas que a maioria nem sonha como resolver? Vai para uma lista (antigo DACL) quando chegar à escola depois das férias e cortam-lhe 1/3 do ordenado, ele que já tem filhos e netos aqui vai poder ser colocado até 200 km de casa (60 é o máximo estipulado para a Função Pública) e se até Fevereiro não tiver colocação ( e para EVT não há colocação) cortam-lhe metade de horário e continua esperando uma alternativa. Se chegar a Agosto e não tiver sido colocado, recebe uma carta de despedimento e vai para o fundo de desemprego. Mas o pior ainda está para vir.... se voltar ao ensino e concorrer a alguma vaga que abra... vai entrar como professor contratado como se nunca tivesse dado aulas e a ganhar pelo ordenado mais baixo. Nem vou comentar isto porque toda a gente entende da injustiça da situação. Para solucionar isto bastava que as AECs do 1º ciclo passassem a ser dadas pelos professores dos Agrupamentos. (1º faziam isso e depois regulamentavam a mobilidade especial).

Poderia escrever muito mais razões.. mas estas são neste momento as principais (podia falar na estupidez de alteração de programas sem ser testados, quando os resultados dos novos programas de Matemática em vigor começavam a aparecer)... E por muito que o Ministro diga o contrário é isto que está a acontecer e é por isto que conseguiu que muitos professores que nunca fizeram greve na vida, hoje o façam.

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Em relação a esta história toda a minha opinião é de que: 1º, os professores, tal como outros da função pública e equiparáveis, deviam de ter de garantir serviços mínimos; 2º, independentemente do que disse, se acreditam no que defendem devem fazer greve à mesma (se é greve é suposto alguém sair prejudicado, se não é só um pic-nic no parque; e principalmente devem admitir que fazem greve especialmente por ser um dia de exames); 3º, não concordo que seja agendado o exame só para os alunos que não conseguirem fazer o exame. Se há um aluno no país que não consegue fazer o exame por causa da greve deviam ser todos anulados.

Em relação à greve em si não conheço os motivos nem me sinto em posição de os poder comentar.

Edited by X-static

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Não concordo com a greve aos exames, assim como não concordo com as greves dos transportes públicos. Para mim este tipo de greve falta ao respeito a quem sai bastante prejudicado, que nunca é o alvo da greve.

Quanto aos motivos, lá terão as suas razões de queixa, os professores estão a ser muito cortados desde o tempo da ministra do Sócrates. Parece que tentam arranjar cada vez mais burocracias e trabalhos extra para compensar as férias que têm.

P.S. - A minha mãe é professora, esteve no sábado na manifestação mas não vai fazer greve aos exames.

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Tens toda a razão para fazer greve.

O que é grave, principalmente no caso dos professores são dois aspectos:

1 - O conceito de greve reside numa paragem de trabalho, de modo a causar o máximo prejuízo/incómodo à entidade empregadora. É aceitável que assim seja e é até expectável que assim seja, senão a greve não faria sentido. O que está mal, nesta greve é que o principal prejudicado não é a entidade empregadora, mas sim as pessoas que deveriam ser o foco, tanto da tua classe como da entidade empregadora. São inocentes "reféns" nesta guerra. Podes ter toda a razão nas tuas queixas (que tens). Mas é a mesma coisa que teres os "bons" da história a usarem meios "sujos" ou moralmente questionáveis para atingir os teus nobres e justos propósitos. Daí, achar muito mal o Ministério da Educação não ter pedido uma requisição civil.

2 - Sabes quantos professores têm vínculocom os sindicatos? Cerca de 8 mil. 8 mil marmanjos que passam grande parte do seu tempo, não a dar aulas nem a fazer os trabalhos de secretaria, ou em casa, a planear aulas ou a elaborar ou a corrigir testes. Passam-no a trabalhar para os sindicatos. E, quando há uma qualquer manifestação estão lá batidinhos a encher os autocarros, para parecerem muitos. Aliado a isso, segundo a realidade que vejo, a classe dos professores pode ser dividida em duas: os da velha guarda e os desgraçados. Os da velha guarda têm/irão ter reformas acima dos 3K€, pouco ou nada fazem nas escolas, têm os estagiários a fazer o seu trabalho de borla, ou quase (e eles não têm outro remédio senão fazê-lo, pois estão a ser avaliados), pertencem ao quadro portanto não há mobilidade especial para eles, etc, etc. Se a nova geração dos professores se indignasse contra os velhos, em vez de se indignarem contra o Estado, se calhar, não eram tão injustiçados como afirmam ser. Isto porque, por muito que te custe a aceitar, a opinião geral que a população tem dos professores é que são todos ou quase todos da velha guarda.

Ah, e já agora, tens um líder sindical que não dá aulas há mais de 15 anos... :rolleyes:

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Os meus sogros são professores e fiquei com uma visão completamente diferente do que é a vida de um professor.

Concordo plenamente com a greve!

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Tens toda a razão para fazer greve.

O que é grave, principalmente no caso dos professores são dois aspectos:

1 - O conceito de greve reside numa paragem de trabalho, de modo a causar o máximo prejuízo/incómodo à entidade empregadora. É aceitável que assim seja e é até expectável que assim seja, senão a greve não faria sentido. O que está mal, nesta greve é que o principal prejudicado não é a entidade empregadora, mas sim as pessoas que deveriam ser o foco, tanto da tua classe como da entidade empregadora. São inocentes "reféns" nesta guerra. Podes ter toda a razão nas tuas queixas (que tens). Mas é a mesma coisa que teres os "bons" da história a usarem meios "sujos" ou moralmente questionáveis para atingir os teus nobres e justos propósitos. Daí, achar muito mal o Ministério da Educação não ter pedido uma requisição civil.

2 - Sabes quantos professores têm vínculocom os sindicatos? Cerca de 8 mil. 8 mil marmanjos que passam grande parte do seu tempo, não a dar aulas nem a fazer os trabalhos de secretaria, ou em casa, a planear aulas ou a elaborar ou a corrigir testes. Passam-no a trabalhar para os sindicatos. E, quando há uma qualquer manifestação estão lá batidinhos a encher os autocarros, para parecerem muitos. Aliado a isso, segundo a realidade que vejo, a classe dos professores pode ser dividida em duas: os da velha guarda e os desgraçados. Os da velha guarda têm/irão ter reformas acima dos 3K€, pouco ou nada fazem nas escolas, têm os estagiários a fazer o seu trabalho de borla, ou quase (e eles não têm outro remédio senão fazê-lo, pois estão a ser avaliados), pertencem ao quadro portanto não há mobilidade especial para eles, etc, etc. Se a nova geração dos professores se indignasse contra os velhos, em vez de se indignarem contra o Estado, se calhar, não eram tão injustiçados como afirmam ser. Isto porque, por muito que te custe a aceitar, a opinião geral que a população tem dos professores é que são todos ou quase todos da velha guarda.

Ah, e já agora, tens um líder sindical que não dá aulas há mais de 15 anos... :rolleyes:

Não sou sindicalizado, na minha escola não há delegado sindical, nínguém está destacado no sindicato, não há reuniões sindicais e não houve até agora uma única reunião de avaliação...não sei como foi a adesão aos exames porque não fui lá...mas dos 200 e tal bastam 30 irem para haver todos os exames. (Engraçado que até uma cabeleireira que é técnica do CEF foi convocada para vigiar exames...)

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Tens toda a razão para fazer greve.

O que é grave, principalmente no caso dos professores são dois aspectos:

1 - O conceito de greve reside numa paragem de trabalho, de modo a causar o máximo prejuízo/incómodo à entidade empregadora. É aceitável que assim seja e é até expectável que assim seja, senão a greve não faria sentido. O que está mal, nesta greve é que o principal prejudicado não é a entidade empregadora, mas sim as pessoas que deveriam ser o foco, tanto da tua classe como da entidade empregadora. São inocentes "reféns" nesta guerra. Podes ter toda a razão nas tuas queixas (que tens). Mas é a mesma coisa que teres os "bons" da história a usarem meios "sujos" ou moralmente questionáveis para atingir os teus nobres e justos propósitos. Daí, achar muito mal o Ministério da Educação não ter pedido uma requisição civil.

2 - Sabes quantos professores têm vínculocom os sindicatos? Cerca de 8 mil. 8 mil marmanjos que passam grande parte do seu tempo, não a dar aulas nem a fazer os trabalhos de secretaria, ou em casa, a planear aulas ou a elaborar ou a corrigir testes. Passam-no a trabalhar para os sindicatos. E, quando há uma qualquer manifestação estão lá batidinhos a encher os autocarros, para parecerem muitos. Aliado a isso, segundo a realidade que vejo, a classe dos professores pode ser dividida em duas: os da velha guarda e os desgraçados. Os da velha guarda têm/irão ter reformas acima dos 3K€, pouco ou nada fazem nas escolas, têm os estagiários a fazer o seu trabalho de borla, ou quase (e eles não têm outro remédio senão fazê-lo, pois estão a ser avaliados), pertencem ao quadro portanto não há mobilidade especial para eles, etc, etc. Se a nova geração dos professores se indignasse contra os velhos, em vez de se indignarem contra o Estado, se calhar, não eram tão injustiçados como afirmam ser. Isto porque, por muito que te custe a aceitar, a opinião geral que a população tem dos professores é que são todos ou quase todos da velha guarda.

Ah, e já agora, tens um líder sindical que não dá aulas há mais de 15 anos... :rolleyes:

Não sou sindicalizado, na minha escola não há delegado sindical, nínguém está destacado no sindicato, não há reuniões sindicais e não houve até agora uma única reunião de avaliação...não sei como foi a adesão aos exames porque não fui lá...mas dos 200 e tal bastam 30 irem para haver todos os exames. (Engraçado que até uma cabeleireira que é técnica do CEF foi convocada para vigiar exames...)

E então? Por mim, até os auxiliares podiam ser vigilantes...

Já agora, um artigo de opinião com o qual concordo completamente:

Mesmo que tivessem razão, os sindicatos dos professores perderiam essa razão a partir do momento em que marcassem uma greve para um dia de exames fundamentais para o futuro dos alunos. Foi isso que aconteceu. Usar os alunos como reféns é sujo. Sim, esta greve é sujinha, sujinha. É inaceitável que os professores usem os alunos como instrumentos de uma chantagem corporativa sobre o governo e, acima de tudo, sobre os contribuintes. Porque é bom relembrar o óbvio: esta não é uma guerra entre o governo de hoje e os sindicatos de sempre, esta é uma guerra entre o idiota do contribuinte e a maior corporação que vive atrelada ao orçamento de estado.

Apesar de tudo, ainda tenho esperança, ainda espero uma coisa: a esmagadora maioria dos professores vai revelar decência, vai mostrar que existem limites morais na luta política e sindical. Posso esperar sentado? Espero que não. Se o meu desejo ficar pelo caminho, se esta greve atrapalhar mesmo a vida de milhares de miúdos e de famílias, poderemos então dizer que este dia representará o ponto mais baixo desta classe profissional, que, por culpa própria, já não tem o prestígio de outrora. Hoje, 17 de Junho de 2013, seguir o absurdo sindicalismo de Mário Nogueira e afins é o mesmo que negar a própria ideia de professor. O professor é aquele que faz tudo para proteger os alunos, mas esta greve mostra outra coisa: muitos professores fazem tudo para proteger os seus privilégios, inclusive sacrificar os alunos.

O engraçado é que estas pessoas dizem que estão a proteger a escola pública. Lamento, mas estão a fazer exactamente o contrário. Os miúdos privilegiados dos colégios privados vão fazer os exames sem stress, porque os seus professores não fazem greve (apesar de ganharem menos). Os grandes prejudicados são os miúdos que só podem andar na tal escola pública, a instituição que foi destruída por esta absurda inversão moral: em Portugal, o debate em torno da educação gira em torno dos professores, e não em torno dos alunos. É como se a escola existisse para dar emprego vitalício a uma casta (mesmo com horários zero). É como se os alunos e os seus resultados fossem uma coisa secundária. Neste sentido, esta greve sujinha é o reflexo natural de um sistema que está errado deste a raiz.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/esta-greve-e-sujinha-sujinha=f814256#ixzz2WTAILgxr

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é caso para perguntar, onde anda o JDRL?

(a minha mãe é professora primária... portanto, conheço bem a realidade dos professores... a ver se passo por aqui no final do dia para dizer duas ou 3 coisinhas)

Edited by cyberurbis

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A questão dos professores é sistémica e estrutural.

Não vejo absolutamente ninguém interessado em resolver o problema.

1º facto: Há professores a mais. Ninguém propõe que se resolva isto. É necessário fechar a torneira à formação de professores, todos os anos saiem das universidades milhares deles, para quê?

Ao estado dá jeito porque são carne para canhão e para explorar, aos sindicatos dão jeito porque é mais pessoal para os sustentar.

Quem se lixa é sempre o mesmo: o mexilhão, neste caso os alunos que não têm culpa nenhuma que o sistema de ensino em Portugal seja uma vergonha.

A questão da malta nova que anda uma vida inteira a saltar pelo país fora de contrato em contrato tem de acabar, turmas de 30 alunos não faz sentido. Mas esta greve não vai resolver isso, apenas prejudicar os milhares de alunos que querem ir para a universidade.

Por outro lado esses alunos também estão lixados, grande parte deles irá para cursos com via verde para o desemprego e provavelmente não vão aprender nada de útil. Lá está, todo o sistema de ensino devia levar uma grande volta mas ninguém está interessado nisso, nem governo, nem sindicatos.

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é caso para perguntar, onde anda o JDRL?

(a minha mãe é professora primária... portanto, conheço bem a realidade dos professores... a ver se passo por aqui no final do dia para dizer duas ou 3 coisinhas)

O JLDR está neste momento ocupado com projectos pessoais, e por isso afastado temporariamente do forum.

Eles também era um dos que estava com horário zero por não existir colocação para Professores de EVT.

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Quantos professores trabalham mais de 40 hs semanais? Por cada um que o faz outros 100 não. É assim tão absurdo ter de cumprir esse tempo de trabalho?

Já agora, queria ouvir da boca de algum professor se também se queixam com a questão das férias. Só para saber.

Concordo com a luta contra o estado da educação, contra turmas carregadíssimas, contra programas às 3 pancadas, contra a mobilidade especial and so on, and so on. Mas acho que o tempo de trabalho obrigatório é uma regalia que já devia ter acabado à muito.

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Serei o único a defender as 40 horas de trabalho para os professores (mesmo que não sejam todas em aulas, contando tempo de DT por exemplo como horas de serviço)?

Eu olho à minha volta. Tirando o desgraçado que recebe um ordenado mínimo e trabalha das 9 às 17, no privado qualquer posição de importância mísera dá por si a fazer 40 horas para o patrão e depois a queimar tempo fora do trabalho com assuntos relativos à sua função.

Seja um gerente duma loja que se desdobra em assuntos sobre a sua área, seja um engenheiro que leva para casa os projectos para acabar de os tratar, seja simplesmente para aumentar o seu conhecimento na área em que trabalha.

Todos trabalham 40 horas e a seguir trabalham fora dessa área.

Quantos aqui no fórum queimam fim de semanas a trabalhar sem ganhar directamente por isso?

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Eu trabalho 40 horas semanais no meu local de trabalho. A isto somam-se as horas que trabalho foram do horário de trabalho.

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Óbvio que é muito mau que isso aconteça, mas às vezes parece que os professores vivem a leste da realidade do resto do país.

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Óbvio que é muito mau que isso aconteça, mas às vezes parece que os professores vivem a leste da realidade do resto do país.

Esta semana por exemplo alguns professores iniciaram as reuniões as 8 da manha e tiveram a ultima a terminar perto das 22... é como dizes fora da realidade deste país!

Ahh mas tudo fora da componente letiva...

Edited by ruit

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Essas reuniões foram durante os 5 dias?

E na semana anterior que carga horária tiveram? E quantas horas terão na próxima semana? E quantas aulas deram durante essas reuniões? Ou os professores estão em 2 sítios ao mesmo tempo?

Quantos são os professores que mandam para as reuniões os relatórios e não aparecem lá?


Alunos invadem salas em escola de Braga

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Quantos são os professores que mandam para as reuniões os relatórios e não aparecem lá?

Nenhum ! Senão não haveria reunião...

Vê-se mesmo que nao fazes a mínima ideia do que é ser professor.. Eu se vierem para aqui falar do trabalho dos controladores aereos, ou dos funcionarios da autoeuropa eu calo-me, leio e pronto...

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Se fossem os alunos a lutar pelos seus direitos numa altura que prejudicasse os professores ao mesmo nível que estes estão a prejudicar os alunos, como reagiriam os professores? Estes exames são nada mais nada menos do que o passo mais importante da vida de um aluno e o culminar de anos de trabalho, não é brincadeira.

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O mais importante da escola é educar, não é examinar. Num mundo perfeito o problema não era fazer o exame hoje ou daqui por uns dias porque os alunos chegavam lá e cumpriam.

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O problema é que agora os que vão fazer depois vão-se queixar que o exame de hoje era mais fácil e vice-versa...

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Quantos são os professores que mandam para as reuniões os relatórios e não aparecem lá?

Nenhum ! Senão não haveria reunião...

Vê-se mesmo que nao fazes a mínima ideia do que é ser professor.. Eu se vierem para aqui falar do trabalho dos controladores aereos, ou dos funcionarios da autoeuropa eu calo-me, leio e pronto...

ruit, quantos dias de férias consegues ter por ano? E os teus colegas na escola?

Atenção, a vossa classe é das mais importantes para um país que se quer de 1º mundo. A vossa luta é digna e merecida, e todos devemos apoiar se quisermos que os nosso filhos venham a ser bem educados e possam ter um ensino público de qualidade.... mas admitam... existiam muitas regalias sem qualquer sentido.

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ruit, quantos dias de férias consegues ter por ano? E os teus colegas na escola?

tenho 24 dias uteis de ferias marcadas, no Natal consigo tirar mais uns cinco dias que me servem para preparar no geral o 2º período e nos quais posso ser chamado a qualquer momento, na Páscoa o mesmo, mas adorava passá-los em Fevereiro ou Março para poder viajar a preços mais baratos.

Por acaso fui diretor durante oito anos... estão-me a dever 85 dias de férias que nunca gozei e que nunca vou gozar... Houve um ano com tudo marcado que chamaram todos os directores no inicio de Agosto para o concurso de titulares... em qualquer outra profissão gozavas depois....

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Pois... Só tu contas 34 dias pagos. Isso bem esticadinho ainda dará mais uns quantos, ou não? ;) Estás a esquecer-te dos dias completos ou tardes/manhãs que se safam quando termina o ano letivo. Ou nos dias de comparência a exames. Quantas horas têm de lá estar?

Conheces certamente também casos em que encaixam todas as reuniões de final de período e mais algumas num dia ou dois para depois ficarem os restantes livres ou não?

Os comuns mortais têm 22 dias de férias. Trazer trabalho/chatices para as férias todos o fazemos, tirando algumas profissões menos especializadas. Marcar férias quando se quer? LOL, não é em todos os empregos, principalmente para os desgraçados onde a empresa fecha em determinado mês.

Não se queixem em relação às 40hs de trabalho semanal, só vos fica mal.

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