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Geração Sem Remuneração

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Tudo o que espoliámos à “geração sem remuneração”

por José Manuel Fernandes (Jornal Público - Sexta-feira, 4 de Fevereiro)

Quando o FMI chegou pela segunda vez a Portugal, em 1983, eu tinha 26 anos. Num daqueles dias de ambiente pesado, quando havia bandeiras pretas hasteadas nos portões das fábricas da periferia de Lisboa, quando nos admirávamos com ser possível continuar a viver e a trabalhar com meses e meses de salários em atraso, almocei com um incorrigível optimista no Martinho da Arcada. Nunca mais me esqueci de uma sua observação singela: “Já reparaste como, apesar de todos os actuais problemas, a nossa geração vive melhor do que as dos nossos pais? Tenta lembrar-te de como era quando eras miúdo…”

Era verdade: a minha geração viveu e vive muito melhor do que a dos seus pais. E eles já viveram melhor do que os pais deles. Mas quando olho para a geração dos meus filhos, e dos que são mais novos do que eles, sinto, sei, que já não vai ser assim. E não vai ser assim porque nós estragámos tudo – ou ajudámos a estragar tudo. Talvez aqueles que são um bocadinho mais velhos do que eu, os verdadeiros herdeiros da “geração de 60”, os que ocuparam o grosso dos lugares do poder nas últimas três décadas, tenham um bocado mais de responsabilidade. Mas ninguém duvide que o futuro que estamos a deixar aos mais novos é muito pouco apetecível. E que o seu presente já é, em muitos aspectos, insuportável.

Começámos por lhes chamar a “geração 500 euros”, pois eram licenciados e muitos não conseguiam empregos senão no limiar do salário mínimo. Agora é ainda pior. Quase um em cada quatro pura e simplesmente não encontram emprego (mais de 30 por cento se tiverem um curso superior). Dos que encontram, muitos estão em “call centers”, em caixas de supermercados, ao volante de táxis, até com uma esfregona e um balde nas mãos apesar de terem andado pela Universidade e terem um “canudo”. Pagam-lhes contra recibos verdes e, agora, o Estado ainda lhes vai aplicar uma taxa maior sobre esse muito pouco que recebem. Vão ficando por casa dos pais, adiando vidas, saltitando por aqui e por ali com medo de compromissos.

Há 30 anos, quando Rui Veloso fixou um estereótipo da minha geração em “A rapariguinha do Shopping”, a letra do Carlos Tê glosava a vaidade de gente humilde em ascensão social, fosse lá isso o que fosse: “Bem vestida e petulante/Desce pela escada rolante/Com uma revista de bordados/Com um olhar rutilante/E os sovacos perfumados/…/Nos lábios um bom batom/Sempre muito bem penteada/Cheia de rimel e crayon…”

Hoje, quando os Deolinda entusiasmam os Coliseus de Lisboa e do Porto, o registo não podia ser mais diferente: “Sou da geração sem remuneração/E não me incomoda esta condição/Que parva que eu sou/Porque isto está mal e vai continuar/Já é uma sorte eu poder estagiar…” Exacto: “Já é uma sorte eu poder estagiar”, ou mesmo trabalhar só pelo subsídio de refeição, ou tentar a bolsa para o pós-doc depois de ter tido bolsa para o doutoramento e para o mestrado e nenhuma hipótese de emprego. Sim, “Que mundo tão parvo/Onde para ser escravo é preciso estudar…”

É a geração espoliada. A geração que espoliámos.

Sem pieguices, sejamos honestos: na loucura revolucionária do pós-25 de Abril, primeiro, depois na euforia da adesão à CEE, por fim na corrida suicida ao consumo desencadeada pela adesão à moeda única e pelos juros baixos, desbaratámos numa geração o rendimento de duas gerações. Talvez mais. As nossas dívidas, a pública e a privada, já correspondem a três vezes o produto nacional – e não vamos ser nós a pagá-las, vamos deixá-las de herança.

Quisemos tudo: bons salários, sempre a subir, e segurança no emprego; casa própria e casa de férias; um automóvel para todos os membros da família; o telemóvel e o plasma; menos horas de trabalho e a reforma o mais cedo possível. Pensámos que tudo isso era possível e, quando nos avisaram que não era, fizemos como as lapas numa rocha batida pelas ondas: enquistámos nas posições que tínhamos alcançado. Começámos a falar de “direitos adquiridos”. Exigimos cada vez mais o impossível sem muita disposição para darmos qualquer contrapartida. Eram as “conquistas de Abril”.

Veja-se agora o país que deixamos aos mais novos. Se quiserem casa, têm de comprá-la, pois passaram-se décadas sem sermos capazes de ter uma lei das rendas decente: continuamos com os centros das cidades cheios de velhos e atiramos os mais novos para as periferias. Se quiserem emprego, mesmo quando são mais capazes, mesmo quando têm muito mais formação, ficam à porta porque há demasiada gente instalada em empregos que tomaram para a vida. Andaram pelas Universidades mas sabem que, nelas, os quadros estão praticamente fechados. Quando têm oportunidade num instituto de investigação, dão logo nas vistas, mas são poucas as oportunidades para tanta procura. Pensaram ser professores mas foram traídos pela dinâmica demográfica e pela diminuição do número de alunos. Sonharam com um carreira na advocacia, mas agora até a sua Ordem se lhes fecha. Que lhes sobra? As noites de sexta-feira e pensarem que amanhã é outro dia…

E observe-se como lhes roubámos as pensões a que, teoricamente, um dia teriam direito: a reforma Vieira da Silva manteve com poucas alterações o valor das reformas para os que estão quase a reformar-se ao mesmo tempo que estabelecia fórmulas de cálculo que darão aos jovens de hoje reformas que corresponderão, na melhor das hipóteses, a metade daquelas a que a geração mais velha ainda tem direito. Eles nem deram por isso. Afinal como poderia a “geração ‘casinha dos pais’” pensar hoje no que lhe acontecerá daqui a 30 ou 40 anos?

Esta geração nunca se revoltará, como a geração de 60, por estar “aborrecida”, ou “entediada”, com o progresso “burguês”. Esta geração também não se mobilizará porque… “talvez *****”. Mas esta geração, que foi perdendo as ilusões no Estado protector – ela sabe muito bem como está desprotegida no desemprego, por exemplo… –, habituou-se também a mudar, a testar, a arriscar e, sobretudo, a desconfiar dos “instalados”.

Esta geração talvez já tenha percebido que não terá uma vida melhor do que a dos seus pais, pelo menos na escala que eles tiveram relativamente aos seus avós. Por isso esta geração não segue discursos políticos gastos, nem se deixa encantar com retóricas repetitivas, nem acredita nos que há muito prometem o paraíso.

Por isso esta geração pode ser mobilizada para o gigantesco processo de mudança por que Portugal tem de passar – mais do que um processo de mudança, um processo de reinvenção. Portugal tem de deixar de ser uma sociedade fechada e espartilhada por interesses e capelinhas, tem de se abrir aos seus e, entre estes, aos que têm mais ambição, mais imaginação e mais vontade. E esses são os da geração “qualquer coisa” que só quer ser “alguma coisa”. Até porque parvoíce verdadeira é não mudar, e isso eles também já perceberam…

Umas verdades já conhecidas mas fica sempre bem relembrar.

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Para quem não viu... Acho que vale a pena ver (e ouvir) também este discurso (apesar de ser 1 bocado "diferente" do texto).

(Agora sim :))

Edited by CMC_PUBLIKUM

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A grande realidade é esta. O bem que nos unimos ou vamos mesmo passar muito mal. Não diria fome, mas pode acontecer.

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A cena que mais me faz confusão são os terrenos/casas...

Os meus pais herdaram terrenos, compraram outros.. construíram uma casa. Por ex, eles com a minha idade já eram casados, já tinham construído a nossa casa e eu já era nascido...

Eu partilho um apartamento com 2 marmelos, as raparigas vêm e vão na minha vida e o máximo que posso aspirar neste momento é ir poupando para que daqui a uns 10 anos tenha dinheiro para comprar um apartamento com 70m2....

É o óbvio que nem eu próprio vejo isto tão negativo como fiz parecer, tenho outro tipo de coisas que os meus pais alguma vez sonharam em ter naquela altura... Possibilidade de ir a todo e qualquer lado do planeta, acesso à informação, ao conhecimento e à cultura como nunca se teve, possibilidade de fazer e dizer o que bem me apetece, tenho a vida muito mais simplificada... p.e. o meus pais sempre acordaram às 7h para ir trabalhar, eu acordo às 9h...

Como é óbvio tudo tem um preço, e se me fizerem a pergunta...

Preferias viver em 1984 com 26 anos ou em 2011 com 26 anos? A minha resposta era sem dúvida 2011. Tudo evolui, é questão de nos mentalizarmos disso e lutarmos sim, para que a nossa qualidade de vida aumente!!

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Como é óbvio tudo tem um preço, e se me fizerem a pergunta...

Preferias viver em 1984 com 26 anos ou em 2011 com 26 anos? A minha resposta era sem dúvida 2011. Tudo evolui, é questão de nos mentalizarmos disso e lutarmos sim, para que a nossa qualidade de vida aumente!!

Claro que sim e eu não sou nada pessimista.

Mas ouço amigos meus e o discurso deles é sempre pessimista. Uns porque estão a recibos verdes, outro porque está desempregado.

Fico sempre chateado quando eles falam do país, porque fico sempre com a ideia que não há futuro.

No entanto o que mais irrita é as medidas de contenção de despesa e as reformas profundas que nunca vão ser sentidas pela geração que está de 55 para cima.

São as reformas, é a liberalização do mercado do trabalho. Todas medidas que concordo, mas injustamente há 2 gerações que estão actualmente a trabalhar e que não vão ser afectadas em larga escala.

A alteração dos contratos é só para novos contratos por exemplo, as reformas, só de 50% e aos 70 anos possivelmente (Sim, daqui a uns anitos alteram de certeza para 67 anos, a união europeia vai obrigar).

Entretanto aumentou-se o peso do estado, gastou-se o guito das 2 próximas gerações com o recurso ao crédito e o pessoal de 50 anos para baixo é que vai ter que o suportar.

Green, a diferença é que na altura tinha-se mais poder de compra e principalmente a sociedade era menos consumista.

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Sinceramente acho que preferia estar com a minha atual idade em 1984. Não sei se há aqui alguém na mesma situação que eu, mas a vida de freelancer(desempregado, sejamos claros), é uma vida de merda. Tudo bem que somos novos e temos possibilidades e horizontes que os nossos pais nunca tiveram, mas não esquecer o ponto mais importante neste assunto. O que me preocupa não é começa mas sim como acaba.

Todos nos desde pequenos quisemos ser algo, e trabalhamos para isso (uns mais, outros menos), por vezes esquecendo que o tempo mais relevante da nossa vida é a trabalhar. Objectivo principal.

Quem me dera ter sempre trabalhos para fazer, mesmo que tenha deadlines apertados como já tem acontecido. E quando isso acontece, estou-me pouco cagando para as ferias porreiras com a namorada/amigos, noites de loucura, festivais/concertos, ao fim ao cabo nem penso no lazer.

Quero trabalhar e quando trabalho não me importo de trabalhar 12h seguidas, até porque ao fim dessas 12 horas sei que dei o litro e amanha é mais um dia de progresso com a oportunidade de dar o litro. E sim, se há coisa que me deixa feliz é trabalhar, independentemente se sou mal pago.

Termino com o que comecei, preferia ter vivido em 84 com 22 anos, pois existia trabalho e é isso que nos deixa a todos nós felizes.

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Outro dia um amigo meu disse o seguinte:

"Isto é a geração Renato Seabra.

O pessoal quer exercer o que sempre quis ser, ter uma oportunidade para isso, mas sabe que não vai lá sem cunhas. E então vai e põe-se a jeito, abre a nalguinha se for preciso. Mas no fim vai acabar sempre por apenas conseguir ser fodido por alguém das gerações anteriores... Mas um dia o pessoal passa-se!"

Achei uma analogia perfeita!

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Os tempos mudam, a sociedade muda com eles, os nossos pais fizeram o 25 de Abril mas depois optaram por descansar à sombra da bananeira, a partir daqui para nós mais novos vai ser sempre a descer. Liberalização dos contratos a prazo, dos despedimentos, fim das reformas, do serviço nacional de saúde e educação. O emprego acabou, a estabilidade profissional não passa duma utopia.

É evidente que nem todos os da geração 25 de Abril contribuíram para o estado de degradação a que as coisas chegaram mas já se sabe como é: por uns pagam sempre os outros todos.

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Vasco, caso não saibas, o 25 de Abril, apesar de ser globalmente positivo em todos os aspectos para o nosso país, trouxe reformas estruturais para as quais o País não estava preparado. E mais, se não tivesse havido o 25 de Novembro...

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Isso da sociedade não estar preparada não sei, a sociedade é constituída por pessoas, e as pessoas têm sempre de estar preparadas para tudo. Eu tenho de estar preparado para no próximo verão não me ser renovado o contrato e ter de continuar para aí precário por tempo indeterminado adiando consecutivamente o objectivo de comprar casa e sair de casa dos pais.

E ver ficar na empresa pessoal da geração do 25 Abril que actualmente não faz um cú profissionalmente e vive à sombra dos contactos efectivos colectivos de trabalho.

Lá está, foram esses que fizeram o 25 de Abril e se encostaram à sombra da bananeira prejudicando agora os que querem trabalhar e construir uma vida mas não podem porque esses cancros estão em todo o lado a empecilhar.

Claro que fica mais barato libertar precários do que mandar essa gente pastar.

Daí a evolução das coisas apontar no sentido da liberalização dos contratos a prazo e despedimentos. Posso não concordar mas tenho de admitir que compreendo porquê!

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Isso da sociedade não estar preparada não sei, a sociedade é constituída por pessoas, e as pessoas têm sempre de estar preparadas para tudo. Eu tenho de estar preparado para no próximo verão não me ser renovado o contrato e ter de continuar para aí precário por tempo indeterminado adiando consecutivamente o objectivo de comprar casa e sair de casa dos pais.

E ver ficar na empresa pessoal da geração do 25 Abril que actualmente não faz um cú profissionalmente e vive à sombra dos contactos efectivos colectivos de trabalho.

Lá está, foram esses que fizeram o 25 de Abril e se encostaram à sombra da bananeira prejudicando agora os que querem trabalhar e construir uma vida mas não podem porque esses cancros estão em todo o lado a empecilhar.

Claro que fica mais barato libertar precários do que mandar essa gente pastar.

Daí a evolução das coisas apontar no sentido da liberalização dos contratos a prazo e despedimentos. Posso não concordar mas tenho de admitir que compreendo porquê!

Então estamos de acordo em algumas coisas...

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Por outro lado, tb não gostava que me mandassem embora só porque sim...

Como por exemplo algumas empresas fazem, que para baixar custos e manter os ganhos despedem pessoas...

Devia de haver regras, que estivessem nos contratos...

Mas o que me custa mais é ver pessoas a irem-se reformar aos 50 e poucos anos, quando ainda estão de perfeita saúde... Ou mesmo pessoas aos 40 e tal anos, alegando que são doentes...

Mas a coisa escandalizante, para mim, em Portugal... É o preço das casas novas e dos arrendamentos...

Como é possível que uma pessoa poupe e continue a consumir como no resto da Europa com estes preços...

Na minha opinião, muito da crise que existe em Portugal, deve-se a isso. O governo devia de fiscalizar muito melhor o mercado imobiliário...

É impensável (o preço por metro quadrado em Lisboa \ salário das pessoas) ser superior a de quase todas as capitais europeias..

A minha prima por exemplo no centro de Londres, paga em termos do rácio que fiz acima, por um T1 o que eu pago apenas por um quarto... (Não conto com sala, cozinha, casa de banho, pq é bem diferente partilhar isso entre 3 pessoas ou ser para uso individual)

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Mas ó Green Hawk, tu não gostavas que te mandassem embora só porque sim, mas se quiseres, vais embora só porque sim, basta dares o tempo legal à casa... Isso é completamente injusto, pois vais-te embora porque, por exemplo, ali ao lado pagam-te mais, mas um patrão não te pode mandar embora se ali ao lado estiver um gajo que faz o mesmo que tu e não se importa de receber um pouco menos do que o patrão te paga actualmente...

Quanto às rendas, tens, por exemplo, o interior do País, onde pelo preço de um T1 em Lisboa, quase que consegues comprar uma moradia...

Edited by camurso_

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Mesmo aí, acho um exagero...

Há uns anos ainda havia aquela cena do arrendamento jovem, agora nem isso...

Ora se uma pessoa que acabe de começar a trabalhar, ganhe 1000€... Logo 300€ vão para um quarto, como é que consegue consumir, poupar... Um T1, isso então esquece... são 650€ no mínimo.

Acho que há aí muita gente, a fazer rios de dinheiro com casas arrendadas, a não pagar impostos sobre esses ganhos e é um mercado completamente monopolizado...

Muito do nosso fraco poder de compra, advém daí... Não se devia gastar mais que 25% do ordenado com as prestações da casa... Há muita gente a gastar entre 33% e 50% e depois fica completamente enterrado para as restantes despesas.

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Mesmo aí, acho um exagero...

Há uns anos ainda havia aquela cena do arrendamento jovem, agora nem isso...

Ora se uma pessoa que acabe de começar a trabalhar, ganhe 1000€... Logo 300€ vão para um quarto, como é que consegue consumir, poupar... Um T1, isso então esquece... são 650€ no mínimo.

Acho que há aí muita gente, a fazer rios de dinheiro com casas arrendadas, a não pagar impostos sobre esses ganhos e é um mercado completamente monopolizado...

Muito do nosso fraco poder de compra, advém daí... Não se devia gastar mais que 25% do ordenado com as prestações da casa... Há muita gente a gastar entre 33% e 50% e depois fica completamente enterrado para as restantes despesas.

Acho que estás um bocado desfazado da realidade do nosso país... Onde é que a maioria da população jovem começa a trabalhar a ganhar 1000 mocas por mês? :unsure:

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Quando o valor do arrendamento de um apartamento leva a ponderar comprar em vez de arrendar e a isto juntar o preço elevado de uma casa, exemplifica perfeitamente como está o mercado imobiliário.

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Mesmo aí, acho um exagero...

Há uns anos ainda havia aquela cena do arrendamento jovem, agora nem isso...

Ora se uma pessoa que acabe de começar a trabalhar, ganhe 1000€... Logo 300€ vão para um quarto, como é que consegue consumir, poupar... Um T1, isso então esquece... são 650€ no mínimo.

Acho que há aí muita gente, a fazer rios de dinheiro com casas arrendadas, a não pagar impostos sobre esses ganhos e é um mercado completamente monopolizado...

Muito do nosso fraco poder de compra, advém daí... Não se devia gastar mais que 25% do ordenado com as prestações da casa... Há muita gente a gastar entre 33% e 50% e depois fica completamente enterrado para as restantes despesas.

Acho que estás um bocado desfazado da realidade do nosso país... Onde é que a maioria da população jovem começa a trabalhar a ganhar 1000 mocas por mês? :unsure:

Não queria ir por aí, porque estamos a falar de poder de compra e de qualidade de vida... Mas se fizermos a conta a menos de 1000€, ainda mais me ajudas...

E daí a minha tentativa de levar o assunto para este lado, não acham que as rendas são demasiado altas para os ordenados dos portugueses? E não acham que o estado deveria de regular muito melhor este mercado?

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Quando o valor do arrendamento de um apartamento leva a ponderar comprar em vez de arrendar e a isto juntar o preço elevado de uma casa, exemplifica perfeitamente como está o mercado imobiliário.

Nem mais!

Edited by CMC_PUBLIKUM

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Mesmo aí, acho um exagero...

Há uns anos ainda havia aquela cena do arrendamento jovem, agora nem isso...

Ora se uma pessoa que acabe de começar a trabalhar, ganhe 1000€... Logo 300€ vão para um quarto, como é que consegue consumir, poupar... Um T1, isso então esquece... são 650€ no mínimo.

Acho que há aí muita gente, a fazer rios de dinheiro com casas arrendadas, a não pagar impostos sobre esses ganhos e é um mercado completamente monopolizado...

Muito do nosso fraco poder de compra, advém daí... Não se devia gastar mais que 25% do ordenado com as prestações da casa... Há muita gente a gastar entre 33% e 50% e depois fica completamente enterrado para as restantes despesas.

T1 mínimo 650€? Pesquisa rápida e encontrei T2 em Lisboa em boas condições por menos de 600€

O mercado do arrendamento está pouco controlado, mas o preço do arrendamento deve ter mais tendência para subir, do que descer.

E lá fora os preços são muito mais elevados.

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Mesmo aí, acho um exagero...

Há uns anos ainda havia aquela cena do arrendamento jovem, agora nem isso...

Ora se uma pessoa que acabe de começar a trabalhar, ganhe 1000€... Logo 300€ vão para um quarto, como é que consegue consumir, poupar... Um T1, isso então esquece... são 650€ no mínimo.

Acho que há aí muita gente, a fazer rios de dinheiro com casas arrendadas, a não pagar impostos sobre esses ganhos e é um mercado completamente monopolizado...

Muito do nosso fraco poder de compra, advém daí... Não se devia gastar mais que 25% do ordenado com as prestações da casa... Há muita gente a gastar entre 33% e 50% e depois fica completamente enterrado para as restantes despesas.

Acho que estás um bocado desfazado da realidade do nosso país... Onde é que a maioria da população jovem começa a trabalhar a ganhar 1000 mocas por mês? :unsure:

Não queria ir por aí, porque estamos a falar de poder de compra e de qualidade de vida... Mas se fizermos a conta a menos de 1000€, ainda mais me ajudas...

E daí a minha tentativa de levar o assunto para este lado, não acham que as rendas são demasiado altas para os ordenados dos portugueses? E não acham que o estado deveria de regular muito melhor este mercado?

Infezlimente no nosso país 1000€ ganha um engenheiro informático com alguma experiência já.......

Que curiosamente é o mesmo que uma empregada domestica ganha se trabalhar todos os dias da semana...

Anda-se a investir anos a estudar para quê? >.>

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