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JLDR

30 Mil Professores Para O Desemprego.

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Mais de 30 mil postos de trabalho vão ser eliminados nas escolas no próximo ano lectivo, com os mega-agrupamentos, as alterações curriculares e a organização do ano escolar, afirmou hoje o secretário-geral da Fenprof.

No final de uma reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Mário Nogueira afirmou que as contas da Fenprof e que “o Ministério da Educação não conseguiu negar” apontam para uma redução de 30 a 40 mil horários, o que significa que “quase o mesmo número de postos de trabalho vão ser eliminados”.

“Nós calculamos que os mega-agrupamentos dêem uma redução na ordem dos 10 a 12 mil lugares, que as alteações curriculares dêem uma redução de 12 mil, sendo que 7 mil são horários de EVT [Educação Visual e Tecnológica], e que com a organização do ano escolar e o novo despacho sejam mais cerca de 10 mil. Isto dá qualquer coisa como 34 mil horários”, disse.

O secretário de Estado Alexandre Ventura confirmou que as alterações curriculares “vão implicar alterações nas escolas”, mas negou que correspondam aos números avançados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Contudo, quando questionado quanto ao número de horários previstos serem reduzidos, o governante respondeu que o “Ministério da Educação não está de maneira nenhuma envolvido na abordagem de quantos [professores] serão necessários”.

“O Ministério da Educação está envolvido na prestação do seu serviço educativo com máxima qualidade, portanto mobilizará todos os recursos necessários para a satisfação dessa necessidade da sociedade portuguesa”, afirmou.

Caberá às escolas escolher os professores em função dos seus recursos, disse Alexandre Ventura.

Mário Nogueira afirmou, por sua vez, que “as escolas só podem pedir pessoas em função dos critérios que o Ministério da Educação impõe”, ou seja, menos 30 a 40 mil horários.

Um decreto-lei publicado na quarta-feira em Diário da República veio alterar o desenho curricular do ensino básico e secundário a partir de setembro de 2011.

O diploma decreta a extinção da disciplina de Área de Projecto, o fim da obrigatoriedade de frequência de Estudo Acompanhado, passando a ser apenas para alunos com dificuldades a língua portuguesa e matemática, e o fim do par pedagógico na lecionação da disciplina de EVT, que passa a ter apenas um professor.

@Lusa

Fonte

Tenho neste momento 12 anos de serviço, sou professor de EVT, no ano lectivo transacto fiz parte do órgão de gestão do agrupamento de escolas, sou o responsável máximo pela coordenação de todo o equipamento informático da escola, fui o responsável pela criação e dinamização da página de internet da escola, foi o responsável pela dinamização de um projecto da minha escola relacionado com o Gigabyte Seguro - Segurança na Internet, dou aulas de Educação Visual e Tecnológica, Área de Projecto e em anos anteriores, como Director de Turma, dava também Formação Cívica.

Ministério da Educação vai, quase de certeza, mandar-me para a rua.

Caso isto venha a acontecer estou seriamente a ponderar entregar o meu bilhete de identidade nacional e ir embora de Portugal para sempre.

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Focando-me apenas na tua situação...

Há 2 profs de EVT. Se tu fazes/fizeste tudo isso que mencionaste porque raio és tu que vais para o desemprego e não o teu colega de EVT?

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Focando-me apenas na tua situação...

Há 2 profs de EVT. Se tu fazes/fizeste tudo isso que mencionaste porque raio és tu que vais para o desemprego e não o teu colega de EVT?

Porque a minha colega tem mais tempo de serviço do que eu.

E vai ser assim em todos os casos.

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infelizmente TEMPO DE SERVIÇO... NOT EQUAL TO... QUALIDADE...

:(

compreendo a tua situação JLDR... mas digo-te que acho exagerado essa postura do BI ao caixote do lixo.

Eu também não tenho grandes oportunidades no mercado da arquitectura, onde a maioria dos jovens arquitectos anda a trabalhar de borla.

Em relação a sair do país confesso que cada vez mais me passa pela cabeça. Mas também me passa o regresso. O destino será provavelmente a Austrália.

1 dollar australiano = 0,73 euros :coolmusic:

Fica do outro lado do planeta, não vai dar para fazer visitas semestrais nem anuais e em termos de clima, é bastante semelhante ao Alentejo.

Edited by cyberurbis

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infelizmente TEMPO DE SERVIÇO... NOT EQUAL TO... QUALIDADE...

:(

True. Mas a experiência também é importante. ;)

A minha mãe acho que está safa, faltam senão me engano 6 anos para se reformar e é coordenadora da escola.

Mas é uma situação muito ingrata para os restantes professores.

Edited by HypNo

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Pois, é verdade...

Este país está mesmo feito numa merda. Gosto em ser Português, cada vez mais só se for pela selecção e às vezes nem isso.

A malta que está ou vai ficar encalhada ou tem o belo do factor C a suportar, ou pense mas é em dar de frosques para outras bandas, pq Portugal daqui a uns anos vão ser os velhos, os chulos da sociedade, os incompetentes, os burros e finalmente a mandar neles todos, os gajos que nasceram com o cu virado para a lua e que foram postos nos lugares onde estão por tudo menos pela competência que têm.

Quando ouço algum pessoal dizer para ter calma que as coisas vão melhorar, não consigo deixar de rir... Isto vai de mal a pior e de lá não sai. (olha o NOX tirou-me as palavras da boca)

Edited by HERiTAGE

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Não me vou gabar de nada aqui, apenas vou mostrar-vos a constatação da realidade actual:

Desde há cerca de 4 anos para cá que a "minha" escola não tem nenhum contrato de manutenção dos equipamentos informáticos uma vez que eu vou dando conta do recado (formatar PCs, ligações de rede, manutenção de datashows e quadros interactivos, etc.). Fruto do cuidado que tenho em limpar os filtros dos datashows, em manter os PCs afastados de vírus o mais possível, entre muitos outros cuidados, o preço que a escola pagou ao longo destes últimos anos para a manutenção do equipamento informático foi mínimo.

Em resultado da fusão das escolas em mega-agrupamentos, e da confusão que isso gerou, a Direcção Regional de Educação do Centro permitiu que o agrupamento de escolas onde estou actualmente me requisitasse para ficar exactamente pelo facto de eu fazer a manutenção do equipamento todo, caso contrário eu não teria lugar na escola e teria que ir para a minha escola de origem que fica a cerca de 40 km do local onde moro.

Com as novas regras, eu vou-me embora e a escola vai ficar sem um responsável com capacidade técnica para fazer o que eu fazia, logo, terá que equacionar a contratação de uma empresa para fazer o trabalho que eu, um professor da escola, fazia com toda a naturalidade sem que a escola me pagasse mais por isso.

Agora quem quiser que retire conclusões da lógica disto tudo...

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Espero que os pais da minha namorada não estejam nesse pacote :(

É que logo os 2 para o desemprego é obra... o mais certo é "convidarem" a antecipar a reforma.

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Não me vou gabar de nada aqui, apenas vou mostrar-vos a constatação da realidade actual:

Desde há cerca de 4 anos para cá que a "minha" escola não tem nenhum contrato de manutenção dos equipamentos informáticos uma vez que eu vou dando conta do recado (formatar PCs, ligações de rede, manutenção de datashows e quadros interactivos, etc.). Fruto do cuidado que tenho em limpar os filtros dos datashows, em manter os PCs afastados de vírus o mais possível, entre muitos outros cuidados, o preço que a escola pagou ao longo destes últimos anos para a manutenção do equipamento informático foi mínimo.

Em resultado da fusão das escolas em mega-agrupamentos, e da confusão que isso gerou, a Direcção Regional de Educação do Centro permitiu que o agrupamento de escolas onde estou actualmente me requisitasse para ficar exactamente pelo facto de eu fazer a manutenção do equipamento todo, caso contrário eu não teria lugar na escola e teria que ir para a minha escola de origem que fica a cerca de 40 km do local onde moro.

Com as novas regras, eu vou-me embora e a escola vai ficar sem um responsável com capacidade técnica para fazer o que eu fazia, logo, terá que equacionar a contratação de uma empresa para fazer o trabalho que eu, um professor da escola, fazia com toda a naturalidade sem que a escola me pagasse mais por isso.

Agora quem quiser que retire conclusões da lógica disto tudo...

como plano de back-up poderias considerar montar tu essa empresa, e tendo já o conhecimento "do campo", alegares essa vantagem competitiva em relação ás outras empresas candidatas a essa manutenção... e depois cobravas mais do que aquilo que te pagam de momento...

mas sim, tirando a fantasia, é sim uma realidade muito má :(

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as coisas vão melhorar

Claro que não vão, e não são só 30 mil professores que vão para o desemprego, é um bocado por todo o lado que vai pessoal para o desemprego, é as caixas automaticas no supermercados que mandam pessoal desses supermercados para o desemprego, o mesmo nas portagens, etc, etc.

Cada vez o sistema pensa mais em autonomizar-se de forma a conseguir funcionar sem as pessoas, o problema é que as pessoas se deixam enrabar e não reagem.

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Espero que os pais da minha namorada não estejam nesse pacote :(

É que logo os 2 para o desemprego é obra... o mais certo é "convidarem" a antecipar a reforma.

Perdem 6% ao ano, até perfazerem 64 anos. Imagina que têm 55 anos, perdem 48% do poderiam receber se se reformassem aos 64 anos.

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@ vasco

Epá, n me faças quote assim pq até parece que estava a dizer que as coisas vão melhorar, quando estava justamente a dizer o contrário. :P

Edited by HERiTAGE

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@JLDR: Já agora, estás de acordo com a medida de passar a ser apenas um professor a dar EVT? Estou a falar da medida em si, não no teu caso em específico, ou dos critérios de escolha do professor que fica e do que vai embora.

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como isto já vai. ainda sou do tempo, que tinha dois professores de trabalhos manuais.

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Espero que os pais da minha namorada não estejam nesse pacote :(

É que logo os 2 para o desemprego é obra... o mais certo é "convidarem" a antecipar a reforma.

Perdem 6% ao ano, até perfazerem 64 anos. Imagina que têm 55 anos, perdem 48% do poderiam receber se se reformassem aos 64 anos.

Por isso mesmo é que espero que não lhes aconteça nada.

Já este ano, foi um grande rombo no orçamento mensal, face aos cortes dos salários.

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as coisas vão melhorar

Claro que não vão, e não são só 30 mil professores que vão para o desemprego, é um bocado por todo o lado que vai pessoal para o desemprego, é as caixas automaticas no supermercados que mandam pessoal desses supermercados para o desemprego, o mesmo nas portagens, etc, etc.

Cada vez o sistema pensa mais em autonomizar-se de forma a conseguir funcionar sem as pessoas, o problema é que as pessoas se deixam enrabar e não reagem.

Epá oh Vasco esse quote foi do estilo da revista Caras...

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@JLDR: Já agora, estás de acordo com a medida de passar a ser apenas um professor a dar EVT? Estou a falar da medida em si, não no teu caso em específico, ou dos critérios de escolha do professor que fica e do que vai embora.

Digo-te da seguinte forma:

Os alunos ficam à mesma com aula? Sim.

A disciplina vai continuar a ser o que era? Claro que não.

A disciplina de EVT envolve a utilização de ferramentas, materiais diversos, alunos em pé, etc. Aspectos que a maioria das restantes disciplinas não envolve. A existência de dois professores ajuda em muito a que a disciplina tenha esta vertente mais prática. Com o desaparecimento de um dos professores, o mais natural será que os trabalhos passem a ser mais bidimensionais e individualizados, sem recurso a ferramentas potencialmente mais perigosas, uma vez que é mais difícil exercer controle sobre a sua utilização.

Por outro lado, a disciplina de EVT é usada como plataforma de apoio para os alunos com necessidades educativas especiais desenvolverem competências manuais e de motricidade fina. Isto consegue-se fazer bem com dois professores na sala, uma vez que um conduz a aula e o outro vai dando apoio a estes alunos.

Com o que vem aí, não haverá condições para isso funcionar dessa maneira.

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Não existem professores a mais em Portugal?

Se quiseres um ensino de merda em Portugal, existem professores a mais.

Se quiseres um ensino com qualidade, não existem professores a mais.

O que existe agora é dinheiro a menos e, consequentemente, menos qualidade na educação.

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infelizmente TEMPO DE SERVIÇO... NOT EQUAL TO... QUALIDADE...

:(

compreendo a tua situação JLDR... mas digo-te que acho exagerado essa postura do BI ao caixote do lixo.

Eu também não tenho grandes oportunidades no mercado da arquitectura, onde a maioria dos jovens arquitectos anda a trabalhar de borla.

Em relação a sair do país confesso que cada vez mais me passa pela cabeça. Mas também me passa o regresso. O destino será provavelmente a Austrália.

1 dollar australiano = 0,73 euros :coolmusic:

Fica do outro lado do planeta, não vai dar para fazer visitas semestrais nem anuais e em termos de clima, é bastante semelhante ao Alentejo.

E vai-se para a Austrália sem mais nem menos?

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Não existem professores a mais em Portugal?

Se quiseres um ensino de merda em Portugal, existem professores a mais.

Se quiseres um ensino com qualidade, não existem professores a mais.

O que existe agora é dinheiro a menos e, consequentemente, menos qualidade na educação.

More is better? :blink:

Eu acho que o mercado está saturado de professores. Tal como acontece com os advogados e arquitectos.

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