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darksideoftheMooN

Pablo Neruda

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"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem

......... não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro ao invés do branco e os pingos nos iis a um

......... redemoinho de emoções, exactamente o que resgata o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e coração aos

......... tropeços.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto

......... para ir atrás de um sonho.

Morre lentamente quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, ouvir conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, nunca pergunta sobre um assunto que

......... desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos. Somente com infinita paciência conseguiremos a verdadeira felicidade."

Pablo Neruda

:flowers:

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Está tudo bem :)

Infelizmente tive foi de lidar com duas situações tristes, na semana passada... o suicídio de um colega, que pôs finalmente fim à morte lenta a que se vinha sujeitando nos últimos anos e o diagonóstico de um cancro numa grande amiga... :(

O bocadinho de Pablo Neruda que aí deixei... alguém mo enviou na altura e se ao meu colega já não serviu de nada, à Maria ainda pode ajudar e a outros que o leiam... serve, julgo eu, para pensarmos que a vida e a saúde são dádivas... são um bem que não devemos desperdiçar... devemos aproveitar cada momento, estar atentos ao que nos rodeia, participar... dar, receber, amar... evoluir, crescer por dentro, todos os dias mais um bocadinho... em resumo, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para estarmos felizes e distribuirmos essa felicidade, sempre :) E... nunca, mas nunca, desistir disso :y:

:flowers:

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este é para ti darkside

Os amigos

.

.

no regresso encontrei aqueles

que haviam estendido o sedento corpo

sobre infindáveis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas

e o mar iluminava-lhes as máscaras

esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entraçados

lentamente

moldavam o rosto lìvido como um osso

mas estavam vivos quando lhes toquei

depois

a solidão transformou-os de novo em dor

e nenhum quis pernoitar na respiração

do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-lhes a escutar

a flor que murcha no estremecer da luz

levei-os comigo

até onde o perfume insensato de um poema

os transmudou em remota e resignada ausência.

Al berto

ABraço

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não poderia deixar de dar o meu contributo ao neruda aqui por isso deixo aqui 2 poemas

Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê

O melhor arbusto à margem do regato.

Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser uma ramo, sê um pouco de relva

E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,

Sê apenas uma senda,

Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.

Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...

Mas sê o melhor no que quer que sejas.

.

.

Pablo neruda

Saudade

.

Saudade é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas o amado já ...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,

é recusar um presente que nos machuca,

é não ver o futuro que nos convida ...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais ...

Saudade é o inferno dos que perderam,

é a dor dos que ficaram para trás,

é o gosto de morte na boca dos que continuam ...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:

aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por

quem sentir saudades, passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido ...

.

.

.

Pablo Neruda

peace

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Antes de amarte, amor, nada era mío,

vacilé por las calles y las cosas,

nada contaba ni tenía nombre,

el mundo era del aire que esperaba.

Yo conocí salones cenicientos,

túneles habitados por la luna,

hangares crueles que se despedían,

preguntas que insistían en la arena.

Todo estaba vacío, muerto y mudo,

caído, abandonado y decaído,

todo era inalienablemente ajeno,

Todo era de los otros y de nadie,

hasta que tu belleza y tu pobreza

llenaron el otoño de regalos.

:wub:

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Puedo Escribir Los Versos Más Tristes Esta Noche

.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,

y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Yo la quise, y a veces, ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.

La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.

Como no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.

Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.

La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.

Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.

Mi corazón la busca, y ella no está conmigo

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.

Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.

Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.

Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.

Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,

mi alma no se contenta de haberla perdido.

Aunque ésta sea el último dolor que ella me causa,

y éstos los últimos versos que yo le escribo.

Pablo Neruda

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