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O Estado Do Ensino Em Portugal,...em 5 Fases,...

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O Estado do Ensino em Portugal,...em 5 fases,...

Depois do (des)governante e irritável ao toque de pena do 1º Ministro de nome sócrates, tecer um discurso sobre a importância da educação, dando a pensar que foi o último a aperceber-se de tal, deixo aqui 5 fases da educação em Portugal de modo "evolutivo"??, até aos nossos dias, confesso que depois de ver tudo escrito, poderia tratar-se de uma piada, se não fosse tão sério e constrangedor,... e digo Eu, que não tenho filhos.

1ª Fase

(antes de 1974)

O aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado. Teria de provar o contrário ao professor…

2ª FASE

(até 1992)

O aluno ao matricular-se arriscava-se a passar…

3ª FASE

(actual)

O aluno ao matricular-se já transitou automaticamente de ano, salvo casos muito excepcionais e devidamente documentados pelo professor, que terá de incluir no processo, obrigatoriamente um "curriculum vitae" extremamente detalhado do aluno e nalguns casos da própria família…

4ª FASE

(em vigor a partir de 2007)

O professor está proibido de chumbar o aluno; nesta fase quem é avaliado é o próprio professor, pelo aluno e respectiva família, correndo o risco quase certo de chumbar...

5ª FASE

(imaginada mas não despropositada)

Os alunos que saibam escrever o seu nome sem erros, nem precisam matricular-se. Têm acesso directo ao Conselho de Ministros como consultores privados do 1º Ministro, equiparados a Chefe de Gabinete, com direito a subsídio de almoço, carro e telefone.

(até porque já acontece com alguns)

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Sinceramente com cada stor que eu já tive aco muito bem que eles sejam avaliados.

Vai desde stores baldarem-se porque não estão com vontade de ensinar. Outros que não nasceram para a coisa. E os meus favoritos: aqueles que aprendem coisas com os alunos.

O problema hoje é que qualquer um pode ensinar e depois os outros que eu vejo que são bons e suam dia e noite pelos alunos têm as mesmas regalias(??) que os outros incompetentes.

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o problema da educaçao é mesmo os alunos k kerem andar na borga o dia todo, e nada como manifestaçoes pa mais borga... etc etc.. ciclo vicioso.

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O problema não é falta de vontade para ir às aulas, eu tenho um velho que cada vez que é a aula dele, já sei que vou dormir, não sabe cativar e ensinar bem é mentira, por outro lado tenho um velho que é muito bom a ensinar.

Isto de ensinar não é para todos e muitos pensam que basta dizer umas coisas e tá a andar, é precisar saber explicar o porquê do que estão a ensinar.

Os alunos se faltam é porque são baldas, oram quem anda na faculdade ou outro grau de ensino, vejam isto, as cadeiras que mais têm assistência são quais, aquelas que os professores "agarram" mais os alunos.

E sim posso dizer que já tive profs que ensinava-lhes umas coias, existe ai muito professor que não nasceu para a coisa.

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É mais fácil atirar a culpa para os professores do que educar os alunos. Acredito que muitos podem até nem ter vocação para aquilo, mas perante tanta estupidez dos jovens hj em dia, até quem nasceu para ensinar perde a vontade.

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A culpa não é toda dos professores nem toda dos alunos. Eu acho que é um conjunto de vários problemas...

Mas quanto a isso de avaliar os professores acho muito bem.

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O problema é da mentalidade dos alunos e dos pais.

Eu durante todo o meu secundário não me lembro de ter faltado a mais que 5 ou 6 aulas, não era propriamente um tózinho daqueles que se sentam na 1ª fila a levar com os gafanhotos do professor, bem antes pelo contrário!

Simplesmente na minha época era mesmo assim! O pessoal não saía da escola para se baldar e ir para o café fumar cigarros e jogar ás cartas, não ficava nos campos a jogar á bola em vez de ir ás aulas, muito poucos saíam á noite, eu vou aos cafés e vejo putos e pitas de 16 anos de cigarro nos queixos e a armarem-se em grandes que só me apetece é dar-lhes chapadas, vou sair á noite e parece que abriram as portas de uma creche em que tiverem a dar álcool aos miúdos, etc...

Não me percebam mal, eu por acaso até fumo e saio á noite desde os 16/17 anos se bem que a início, muito esporadicamente, mas a questão é que hoje em dia isto é prática geral e aceite.

Adiante.

Ás vezes apetecia-me gritar de tédio pq a aula em questão era uma seca, mas aguentava...

Agora, primeira preocupação é olhar à volta e ver com que desculpas é que vai arranjar maneira de não fazer nenhum.

O professor não cativa.

A matéria é uma seca.

Eu não preciso de aprender nada disto para ser alguém.

O telhado está a gotejar.

Está frio e n há aquecimento.

O quadro tem reflexo e não se vê.

Está mto barulho lá fora.

Sei lá!!!

Eu falo por mim, andei desde o 10º ao 12º ano numa escola que já era provisória há 15 anos, a E. Sec. Belém Algés que agora mudou de instalações para a E.S. Amélia Rey Colaço.

Aquela merda eram pavilhões de contra-placado, gotejava por todos os lados, o chão nalgumas salas colapsou, as janelas deixavam entrar um briol do crlh, a doca pesca atrás da escola ás vezes fazia um basqueiro que não se aguentava, não havia cá pavilhão desportivo para ninguém, nem tão pouco um campozito de futebol, cantina é mentira, se quisesses comias umas sandes no bar, até ratos havia nas traseiras da escola!

No entanto foram bons anos que passei ali, não tive problemas nenhuns com nada e o pessoal da minha turma tb nunca os ouvi a queixarem-se...

Os professores, eram iguais aos das outras escolas. Uns melhores, outros piores, mas a matéria era para ser aprendida!

Hoje tudo é problema, menos os coitadinhos dos alunos.

Edited by HERiTAGE

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Faço minhas as palavras do Heritage...

Tenho quase trinta anos, quando fui para o sétimo, fui o "pioneiro" na reforma curricular. Fui o primeiro a ter provas globais, o primeiro a ter exames nacionais no 12º Ano, quando se deixou de ter 3 (três) disciplinas e passou a ter oito ou nove, não me lembro... Não apanhei a PGA (alguém sabe o que isso é?), mas os exames das disciplinas específicas.

Fui o primeiro a ter aulas de duas, três, às vezes cinco (5) horas às mesma disciplina - acho que se chamava TLP (Técnicas e linguagens de programação).

Nessa altura, a única manifestação que fui, foi por causa de Timor Leste. Porquê? Porque não havia Morangos com Açúcar, não havia telemóveis, playstations... Porque nessa altura os meus pais ensinaram-me e aos meus colegas uma coisa fundamental: o que fizeres agora, vais pagar para o resto da tua vida.

Hoje em dia temos pais que arreiam nos profs porque não podem arrear nos filhos, senão, os próprios levam-nos a tribunal por maus tratos ou fazem queixa deles à Segurança Social. Porque hoje em dia, são os filhos quem faz as compras, quem decide, quem manda, quem faz o que lhes dá na gana...

É engraçado, pois eu sou professor e digo sempre a mesma coisa aos meus alunos no início do curso, meio a brincar, meio a sério. E sabem qual é? É a do antes de 1974. E sabem que mais? Nunca chumbei ninguém. Porque ali, naquela sala de aula, mando EU.

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HERiTAGE, o problema é que há pouco tempo um deles não sei se o professor ou o aluno desinteressou-se... Se foram os professores que começaram os alunos seguiram o mesmo caminho. Se foram os alunos os professores seguiram o mesmo caminho... (acredito mais nesta última)

Isto entrou num ciclo vicioso. O problema é certos alunos não terem chumbado no básico, porque n'altura o prof teve pena do aluno...

Eu vejo cada um na minha escola que eu não sei mesmo como é que passaram no básico.

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HERiTAGE, o problema é que há pouco tempo um deles não sei se o professor ou o aluno desinteressou-se... Se foram os professores que começaram os alunos seguiram o mesmo caminho. Se foram os alunos os professores seguiram o mesmo caminho... (acredito mais nesta última)

Isto entrou num ciclo vicioso. O problema é certos alunos não terem chumbado no básico, porque n'altura o prof teve pena do aluno...

Eu vejo cada um na minha escola que eu não sei mesmo como é que passaram no básico.

No exemplo que dei, o da E. S. Belém-Algés agora a nova E. S. Amélia Rey Colaço, com a mudança de instalações, transitaram também os professores.

Eu conheço pelo menos 3 professores (conheço de falar com eles e não de vista) que me deram aulas na Belém-Algés e que agora dão aulas na Rey Colaço que me dizem que hoje em dia é tudo muito diferente, que o pessoal está ali para fazer tudo menos aprender, que o conceito de escola está completamente desvirtuado, e não só em termos de espaço físico...

Acredito que alguns professores tenham com isto perdido alguma da vontade de ensinar, mas pelos professores que tive e por ter tido aulas com eles, arrisco-me a dizer que a culpa é toda dos alunos.

Pq é que as coisas funcionaram com uns (em condições muitíssimo piores) e agora de repente deixaram de funcionar?

Edited by HERiTAGE

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Resumindo para não me alargar:

(no geral)

1º Actualmente os pais não educam os filhos. Dão-lhes dinheiro e condições para viver e não para serem educados. A escola transformou-se numa espécie de "Lar para a primeira idade";

2º Nada tem sido feito para estimular os professores. Alguns deslocam-se 200 km por dia para dar aulas (dar mesmo, porque o que ganham e o que gastam é quase ela por ela)

3º Fruto de vários factores, entre os quais a televisão (péssima) que temos, os alunos só pensam em baldar-se, são maioritariamente irresponsáveis, egoístas, egocentristas, só querem diversão, não querem trabalhar.

4º Com um sistema de ensino onde há todas as semanas coisas novas saídas da puta da cabeça da ministra, não há ensino que aguente nem professor que esteja motivado.

5º Quando andava a estudar havia inteligentes e burros. Actualmente há inteligentes e "alunos com necessidades educativas especiais para os quais é necessário criar todas as condições possíveis e imaginárias para passarem de ano, mesmo que faltem às aulas, não façam nada e gozem os professores".

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Parece que se fala como se tivesse havido uma revolução à 5-10 anos. Eu acabei o secundário à 2 anos e agora estou na faculdade. O meu irmão está a acabar o secundário e na escola onde andei, escola Luís de Camões nunca tive problemas.

Assim parece que o problema do ensino em Portugal é do ensino básico e primário. Os meus pais devido às más condições da escola que supostamente eu teria de ir, decidiram levar-me para um externato e depois ensino primário numa escola privada e só depois eu fiz o ensino secundário numa pública.

Assim a única diferença que encontro é do ensino inicial, isto porque maior parte do pessoal que eu conheço teve os mesmos caminhos, nunca passaram pelo ensino primário público com uma ou outra excepção e quase todos estão na faculdade. Depois tem piada que os casos das pessoas das quais foram expulsas do privado nunca chegaram a entrar na faculdade.

Mas a verdade é que dos meus conhecidos, apenas 8 a 9 passaram por ensinos primário e básico público. A maioria, aí 80% passou por privados. Assim parece que no meu ambiente semi-elitista parece que tive sorte.

Se calhar se os meus pais não tivessem condições, estava a trabalhar em vez de estudar.

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